Piolho-de-cobra pode substituir a minhoca na geração de adubo orgânico

O uso do gongolo foi descoberto pela Embrapa e é uma ótima opção para os agricultores

por Encontro Digital 27/10/2017 16:42

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Clarice Rocha/Embrapa/Divulgação
Segundo o estudo da Embrapa Agrobiologia, do Rio de Janeiro, o gongolo, ou piolho-de-cobra, consegue triturar até 70% dos compostos para geração de adubo orgânico (foto: Clarice Rocha/Embrapa/Divulgação)
Você conhece o húmus, adubo orgânico feito com a ajuda das minhocas? Pois é, agora, a novidade é usar os gongolos, também conhecidos como piolho-de-cobra e embuá, para triturar resíduos sólidos e produzir um adubo orgânico que não deixa nada a desejar para o composto das minhocas. Quem descobriu a novidade foram pesquisadores da Embrapa Agrobiologia, no Rio de Janeiro, e a nova técnica está sendo difundida para produtores de Roraima.

A gongocompostagem funciona por meio da parceria entre o gongolo e os micro-organismos presentes no solo e nos resíduos. Os gongolos trituram os materiais, facilitando a decomposição pelos micro-organismos. É por meio da decomposição que os resíduos são transformados em adubo orgânico.

"Conhecemos a pesquisa da Embrapa Agrobiologia e achamos bastante interessante replicar em Roraima. É uma tecnologia simples, rápida e barata, e pode ser uma boa alternativa, não só para áreas rurais, mas também para moradores de terrenos urbanos realizarem o reaproveitamento de restos culturais, corte de grama, folhas secas e podas", comenta José Alberto Mattioni, analista de transferência de tecnologia da Embrapa Roraima.

O agrônomo explica que o processo de gongocompostagem pode levar de 90 a 120 meses, dependendo do material utilizado e da umidade do local. "Quanto mais tempo os resíduos ficarem em contato com os gongolos, melhor será a qualidade. Também não há necessidade de revirar o material durante o processo", esclarece o técnico da Embrapa de Roraima.

Vantagens

Segundo José Mattioni, uma das vantagens da gongocompostagem está no produto final gerado. O húmus do gongolo não precisa ser misturado a outros materiais, e já pode ser aplicado diretamente na produção de mudas e também nas hortas. Já no composto da minhoca, é recomendado adicionar palha de arroz carbonizada ou pó de carvão para melhorar a textura do adubo.

Outra vantagem está na oferta abundante desses animais no meio-ambiente, podendo ser facilmente encontrados debaixo de folhas, galhos e troncos. Na compostagem com minhocas, o produtor precisa adquirir espécies especificas, como a vermelha-da-califórnia ou a gigante-africana, o que torna a atividade um pouco mais onerosa.

Em relação à qualidade do adubo dos gongolos, o agrônomo comenta que são praticamente iguais. A gongocompostagem se destaca por reduzir o volume dos resíduos em até 70%, sendo uma ótima opção para utilização em lixões.

(com portal da Embrapa)

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