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Estado de Minas CIêNCIA

Cientistas conseguiram clonar um clone de cachorro com sucesso

Os três afghan hound são clones do primeiro cachorro clonado do mundo, o Snuppy


postado em 23/11/2017 12:39 / atualizado em 23/11/2017 13:12

Em 1997, a ovelha Dolly se tornou o primeiro animal a ter nascido por meio da clonagem genética. Mais tarde, em 2005, foi a vez do cãozinho Snuppy, um afghan hound, chegar ao mundo em virtude da manipulação de DNA. Agora, cientistas das universidades Nacional de Seul, na Coreia do Sul, Estatal de Michigan, nos Estados Unidos, e de Illinois, também nos EUA, anunciaram que realizaram a reclonagem de Snuppy – ele foi o primeiro clone de cachorro do mundo. A pesquisa acaba de ser publicada na revista científica Scientific Reports, que pertence ao grupo Nature.

O grupo de pesquisadores afirma ter duplicado o clone do cãozinho original para tentar entender a viabilidade da clonagem de animais, bem como para descobrir se o procedimento acelera o processo de envelhecimento dos bichinhos ou se causa possíveis defeitos congênitos, ainda desconhecidos.

Em 2005, cientistas da Universidade de Seul retiraram amostras do afghan hound Tai para produção de um embrião que foi implantado numa fêmea de labrador, dando origem, mais tarde, ao Snuppy. Ele viveu uma vida normal e saudável no campus da universidade sul-coreana até os 10 anos de idade, quando morreu de câncer. O cão original, Tai, também faleceu em decorrência do cancro, mas dois anos depois. Vale dizer que a expectativa de vida do afghan hound é de aproximadamente 11,9 anos. Na época, os cientistas coreanos informaram que o câncer que matou os pets não era considerado raro.

Quando Snuppy tinha 5 anos de idade, ou seja, em 2010, os pesquisadores decidiram coletar amostras de células-tronco do cãozinho, que foram implantadas em 94 embriões. Como resultado, foram gerados quatro cachorrinhos reclonados. Depois de quatro dias do nascimento, um dos filhotes acabou falecendo, e a causa de sua morte foi considerada inesperada e inexplicável: uma diarreia. Quando o estudo foi finalizado, os três filhotes sobreviventes estavam com 9 meses de vida e tinham uma condição física normal, semelhante ao que teria se passado com animais dessa raça nascidos de forma natural.

Apesar de ter sido publicado somente em 2017, o estudo deixa claro que os três reclones, atualmente com 7 anos de idade, não têm qualquer problema de saúde.

(com Agência Sputnik)

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