Em todo o mundo, 205 milhões de mulheres são vítimas do diabetes

A doença também pode ocorrer durante a gestação, o que demanda cuidado extra por parte das grávidas

por Encontro Digital 14/11/2017 09:00

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As mulheres devem ter atenção redobrada para o diabetes, especialmente durante a gravidez e na menopausa (foto: Pixabay)
No Dia Mundial do Diabetes, lembrado nesta terça, dia 14 de novembro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta para um número que assusta: cerca de 8% das mulheres – ou 205 milhões – vivem com diabetes em todo o mundo. Para Márcio Krakauer, diretor da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), a doença afeta a mulher em vários aspectos, o principal deles é o gestacional. Aquelas que passam pela menopausa também devem ter cuidado, já que é um momento em que o diabetes precisa ter um controle diferenciado.

Segundo o especialista, um em cada sete nascimentos no mundo é afetado por diabetes durante a gestação. "É uma doença muito frequente e que aumenta o risco de aborto e má formação do bebê e morte das mães. Com o tratamento, essas complicações são completamente evitáveis", comenta Márcio Krakauer.

O diabetes gestacional é um problema que surge durante a gravidez e que quase sempre se normaliza sozinho depois que o bebê nasce. A mulher fica com uma quantidade maior que o normal de açúcar no sangue, por causa dos hormônios e da incapacidade do corpo de produzir insulina extra para atender às necessidades do feto.

Krakauer explica que já é uma prática dos ginecologistas pedir os exames de diabetes a partir das 24ª semana. Mas, ele ressalta que é importante que as próprias grávidas fiquem atentas para obter um diagnóstico precoce e evitar as complicações.

O histórico de diabetes gestacional também é um importante fator de risco para desenvolvimento de tipo 2 da doença. Segundo a OMS, quase metade das mulheres que morrem em países de baixa renda devido à glicemia alta, morrem prematuramente, antes dos 70 anos.

Prevenção e tratamento

No mundo, 422 milhões de adultos têm diabetes, que é responsável por 1,6 milhão de mortes todos os anos. São dois os tipos da doença. O diabetes tipo 1 é autoimune, ocorre quando pouca insulina é liberada para o corpo e a glicose fica no sangue, em vez de ser usada como energia. Esse tipo afeta entre 5% e 10% do total de pessoas com a doença.

Já o tipo 2 é quando o organismo não consegue usar adequadamente a insulina que produz, ou não produz insulina suficiente para controlar a taxa de açúcar no sangue. Esse tipo é causado principalmente pela obesidade. Cerca de 90% das pessoas com diabetes têm o tipo 2.

Segundo Márcio Krakauer, até 70% dos pacientes poderiam ter prevenido o tipo 2 da doença. "A prevenção é por mudança de estilo de vida, foco na perda de peso, na atividade física e na boa alimentação para que se possa reduzir o risco", explica o diretor da SBD.

O especialista alerta ainda que metade das pessoas têm diabetes e não sabem. "É uma doença totalmente silenciosa para muitos, não dá sintoma algum. Então, a pessoa precisa fazer exames para ter certeza se tem risco ou se tem diabetes", afirma, acrescentando que o diagnóstico precoce minimiza as complicações da doença. "Quando a glicose está alta por muitos anos, podem aparecer alguns poucos sintomas, como excesso de sede, aumento do apetite, perda de peso, infecções urinárias. São sintomas mais tardios", completa.

(com Agência Brasil)

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