Segundo Ministério da Saúde, 357 cidades no Brasil estão em situação de risco para dengue, zika e chikungunya

Além disso, outras 1.139 cidades estão em estado de alerta para as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti

por Encontro Digital 29/11/2017 08:20

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Marcos Santos/USP Imagens/Divulgação
(foto: Marcos Santos/USP Imagens/Divulgação)
Com as chuvas, voltam os problemas ligados ao mosquito Aedes aegypti. De acordo com o Ministério da Saúde, 357 cidades brasileiras estão em situação de risco para a ocorrência de dengue, zika e chikungunya, pois nelas mais de 9% dos imóveis visitados continham larvas do mosquito. A informação faz parte do Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRa), divulgado na terça, dia 28 de novembro. Ainda segundo o indicador, 1.139 municípios estão em situação de alerta. Ou seja, entre 1% e 3,9% dos imóveis locais tinham larvas. E outros 2.450 municípios foram classificados como satisfatórios por apresentarem percentual menor de 1% para presença de larvas.

O LIRa analisou dados de 3.946 cidades, entre o início de outubro e a primeira quinzena de novembro. O número é considerado recorde e decorre da resolução da Comissão Tripartite, que tornou obrigatória, no início deste ano, a disponibilização das informações.

Cerca de 1,6 mil municípios não realizaram ou não informaram o índice de infestação. Caso isso não seja feito até o dia 14 de dezembro, quando será publicado o relatório final, as cidades serão penalizadas com a suspensão da segunda parcela do Piso Variável de Vigilância em Saúde, conforme pactuado na comissão.

Regiões

Em relação às regiões, o nordeste foi a que registrou o maior número de municípios em situação de alerta: 41% dos que enviaram as informações. Depois vem o norte (40,4%), centro-oeste (20,1%), sudeste (19,32%) e sul (13,66%). No centro-oeste e no nordeste, o maior número de focos foi registrado em depósitos de armazenamento de água, como em toneis e barris. O ministério aponta que a questão da força as famílias a armazenarem água. De acordo com o ministro, Ricardo Barros, equipes estão em campo para informar a população sobre como fazer o armazenamento, sem gerar criadouros do aedes.

Em relação às capitais, estão em situação satisfatória Macapá, Fortaleza, Goiânia, Belo Horizonte, João Pessoa, Teresina, Curitiba, Rio de Janeiro e Palmas. As que estão em alerta são: Maceió, Manaus, Salvador, Vitória, Recife, Natal, Porto Velho, Aracaju e São Luís. As demais, inclusive a capital federal, Brasília, ainda não enviaram as informações.

Mobilização

Para que os alertas não se transformem em problemas reais, sobretudo ao longo do verão que se aproxima, Ricardo Barros convoca a população a cooperar. "Trata-se de mobilização e só se resolve o combate ao mosquito se cada um assumir a sua responsabilidade. Não há força pública capaz de eliminar todos os focos. A sociedade tem que assumir a responsabilidade e fazer o seu trabalho", diz o ministro.

Ele alerta que "nós estamos convocando a população para cuidar da eliminação dos focos e incorporar a sexta-feira sem mosquito", dedicando parte deste dia ao combate. "O ciclo de vida do mosquito é de uma semana. Se nós trabalharmos com determinação, nós vamos reduzir o número de mosquitos e a infestação", acrescenta Barros.

Menos doenças

Para Márcio Garcia, diretor do departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis, a mobilização da população tem gerado conquistas. Ele apresentou dados que apontam taxas expressivas de diminuição. No caso da dengue, entre 2016 e a primeira quinzena de 2017, houve queda de 83,7%. A taxa média é de 116 casos para cada grupo de 100 mil habitantes. Neste quesito, o centro-oeste preocupa, pois registra 476 casos. Houve redução de 73% dos casos graves de dengue e de 82,4% de mortes.

O cenário da chikungunya também não é o mesmo. O número de casos caiu 32%. No nordeste, ainda é alta a incidência. A região concentra 76% de todas as ocorrências contabilizadas pelo órgão.

A zika também tem afetado menos a população, o que, segundo Garcia, corrobora com a possibilidade de se encerrar a situação de emergência decretada no início de 2016. Houve queda de 92,1%, entre 2016 e 2017.

Devido à grande incidência nos anos anteriores e ao desenvolvimento de microcefalia, cerca de 3 mil crianças acometidas pela doença têm recebido Benefício de Prestação Continuada. Para que elas recebam estímulos precocemente, foram instalados centros de reabilitação e qualificados profissionais em todo o Brasil.

(com Agência Brasil)

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