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Estado de Minas BEM-ESTAR

Você sofre de insônia? Saiba o que fazer!

Especialista fala sobre o transtorno que afeta muita gente e causa problemas maiores que a falta de uma boa noite de sono


postado em 16/11/2017 12:44 / atualizado em 16/11/2017 13:01

Se você costuma ter o sono fragmentado, fica sonolento durante o dia, está sempre esgotado, irritado e demora mais de 30 minutos para começar a dormir, e essas características se repetem pelo menos três vezes por semana, durante três meses, saiba que tudo indica ser culpa da insônia.

Caracterizada pela dificuldade de iniciar o sono, de mantê-lo durante a noite ou pelo despertar precoce, a insônia é um transtorno que afeta grande parte da população e pode acarretar em problemas mais graves. Segundo a neurologista Andrea Bacelar, da Academia Brasileira de Neurologia, muitas vezes, quando combinado com outro transtorno ou doença, como dores crônicas (artrites ou artrose), e transtorno de humor ou ansiedade, passa a ser chamada insônia comórbida. Comumente relacionada com a depressão, é de suma importância que não somente o humor, mas também o sono, sejam tratados para evitar complicações.

"Para que o tratamento seja eficaz, é essencial individualizar as queixas fazendo uma anamnese abrangente para definir outras possíveis situações agregadas à insônia", esclarece a especialista.

Esse transtorno é mais comum em mulheres, devido a influências genéticas, hormonais, culturais e cotidianas, especialmente à sobrecarga de tarefas, o que dificulta o relaxamento para uma boa noite de sono. A neurologista lembra que, muitas vezes, durante a gravidez, a dificuldade para adormecer também aparece, embora, neste caso, seja transitório, decorrente de mudanças hormonais e do desconforto gerado durante o período gestacional.

Há diversas opções de tratamento para quem sofre com o transtorno da insônia. As recomendações médicas vão desde terapias sem uso de remédios, atuando em hábitos e pensamentos inadequados que acabam perpetuando as manifestações da insônia, até doses baixas de antidepressivos. "Os antidepressivos sedativos podem ser muito eficazes, funcionando como monoterapia, ou seja, um único remédio para resolver diversas questões, como, por exemplo, ansiedade, humor e até dificuldade para iniciar ou manter o sono", afirma Andrea Bacelar.

O problema, ainda conforme a médica, é que muitas pessoas preferem ajustar à insônia ao invés de procurar ajuda. "Tal escolha pode causar graves consequências, já que a insônia pode se tornar crônica e, uma vez que esse indivíduo adota meios inadequados para o tratamento, como álcool e tranquilizantes, sem recomendações médicas, pode acabar se tornando dependente do tratamento, sem resolver o problema", alerta a especialista.

O tratamento não medicamentoso também é uma opção para quem sofre com o transtorno. Exercícios físicos, boa alimentação em horários habituais, evitar ingerir bebidas alcoólicas e com cafeína perto da hora de dormir, regularidade nos horários de se deitar e de se levantar e terapia cognitiva para insônia, cujo objetivo é eliminar crenças inadequadas sobre o sono, entre outros, possibilitam alívio e até resolução do problema. Pode-se, também, apostar em técnicas relaxantes, como ioga, acupuntura e meditações, que, embora não tenham comprovação científica, são grandes aliadas.

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