A partir de 2018, consumidores poderão optar pela 'tarifa branca' de energia

Com isso, o consumo menor no horário de pico vai representar economia na conta de luz

por Encontro Digital 07/12/2017 08:55

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Os consumidores brasileiros que aderirem à tarifa branca da energia elétrica, a partir de janeiro de 2018, poderão pagar menos pela conta de luz se gastarem menos no horário de pico (foto: Pixabay)
Uma boa notícia para os brasileiros: a partir de 1º de janeiro de 2018 as empresas distribuidoras de energia passarão a oferecer a chamada "tarifa branca" nas contas de luz. Isso pode representar uma diminuição no valor das tarifas de energia para os consumidores que gastarem menos nos horários considerados de pico (entre 19h e 21h). Vale dizer que a adesão é opcional.

A Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) alerta os consumidores que desejam aderir à tarifa para que levem em consideração o perfil de consumo, sob pena de sofrerem um efeito contrário com a medida, ou seja, aumento na conta de luz.

Segundo Nelson Leite, presidente da Abradee, antes de optar pela tarifa branca, o consumidor deve analisar o próprio perfil e hábitos de uso da energia elétrica ao longo do dia. "Não é uma decisão simples. Ela envolve alguns cálculos e algumas estimativas de consumo", comenta o especialista, durante o lançamento de uma cartilha explicativa elaborada pela instituição, na quarta, dia 6 de dezembro.

A nova modalidade permite ao consumidor pagar tarifas diferenciadas de acordo com a hora do dia. Na primeira fase, poderão adotar a tarifa os consumidores de de baixa tensão, como residências, pequenos comércios e indústrias, com consumo médio mensal superior a 500 quilowatts-hora (KWh). Em média, o consumo das famílias brasileiras é de 160 kWh/mês.

Nos horários de pico, a tarifa terá um valor mais alto. Fora desse horário, o preço cobrado será mais baixo. Também haverá uma tarifa de cobrança intermediária que valerá uma hora antes do início do horário de pico, entre 18h e 19h, e depois, entre 21h e 22h.

Inicialmente, a medida atingirá uma pequena parcela dos consumidores brasileiros, já que poderão aderir à tarifa branca cerca de quatro milhões de residências, o que representa cerca de 5% do total de imóveis, estima Nelson Leite.

Em janeiro de 2019, poderão aderir à nova tarifa aqueles que tenham média anual de consumo maior que 250 kWh/mês. Já a partir de 2020, a modalidade estará aberta a todas as unidades consumidoras, com exceção daquelas de baixa renda, beneficiadas pela tarifa social.

O consumidor deverá fazer a adesão na concessionária de energia que atende sua cidade. Após análise do pedido, a concessionária tem 30 dias para fazer a troca do medidor de energia, no caso de unidades consumidoras já existentes, ou os prazos e procedimentos padrão para novas solicitações de fornecimento.

com Agência Brasil)

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