Asteroide com formato de caveira passará 'perto' da Terra em 2018

O 2015 TB145, de 700 m de diâmetro, também é chamado de asteroide do Halloween

por Encontro Digital 26/12/2017 09:48

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NAIC-Arecibo/NSF/Divulgação
O asteroide 2015 TB145, também chamado de Halloween, passou "perto" da Terra no Dia das Bruxas em 2015 e seu formato lembra uma caveira (foto: NAIC-Arecibo/NSF/Divulgação)
Descoberto em 2015, quando passou "perto" da Terra no dia 31 de outubro, quando é celebrado o Dia das Bruxas, o asteroide 2015 TB145, também chamado de Halloween, por causa dessa última data em que nos "visitou", voltará a cruzar a nossa vizinhança em novembro de 2018.

O corpo celeste de cerca de 700 m de diâmetro possui um formato curioso, que lembra uma caveira – isso levando em conta o efeito da pareidolia, em que enxergamos formas conhecidas em estruturas aleatórias. Em 2015, o asteroide passou a 486 mil km de distância de nosso planeta – ou 1,3 vezes o espaço entre a Terra e a Lua –, mas, no ano que vem, ele ainda poderá ser observado, só que estará mais afastado: passará a cerca de 105 vezes a distância que separa a Terra da Lua. Com isso, os cientistas descartam qualquer risco de colisão.

De acordo com o astrônomo Pablo Santos-Sanz, do Instituto de Astrofísica de Andaluzia, na Espanha, o período de rotação do asteroide 2015 TB145 – ou seus "dias e noites" – dura entre 2,94 e 4,78 horas. Outra curiosidade é que sua superfície reflete apenas cerca de 6% da luz do Sol, o que dificulta sua observação por aparelhos amadores. "Isso significa que é um asteroide muito escuro, só um pouco mais reflexivo que o carvão", comenta Santos-Sanz, em entrevista para a agência espanhola de notícias Sinc.

De acordo com o cientista espanhol, a teoria é que esse objeto espacial seja um cometa extinto, que perdeu bastante água e outros componentes voláteis durante sua órbita em torno do Sol.

Em geral, asteroides e cometas distinguem-se pela composição: os primeiros são mais rochosos e metálicos; e os últimos, têm uma proporção maior de gelo e rochas. As órbitas também ajudam na diferenciação, além, claro, do rastro, que é mais comum aparecer nos cometas, devido à presença de gelo.

Depois de 2018, o 2015 TB145 só voltará a passar "próximo" da Terra em 2088, segundo Pablo Santos-Sanz. Na ocasião, o corpo celeste voltará a ficar "perto" de nosso planeta, passando a "apenas" 20 vezes a distância entre a Terra e a Lua.

(com Agência Sinc)

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