Cientistas dizem que não existe amor à primeira vista

Estudo feito na Holanda mostra que o suposto amor instantâneo, na verdade, é apenas desejo, atração

por Encontro Digital 29/12/2017 10:56

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Pixabay
(foto: Pixabay)
Quem nunca ouviu falar da expressão "amor à primeira vista", especialmente em filmes e livros de romance? Pois é, segundo um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Groningen, da Holanda, não existe essa 'coisa' de se apaixonar logo ao encontrar ou ver alguém.

Apesar de muitas cenas de filmes mostrarem que, quando duas pessoas estranhas se veem pela primeira vez, sentem algo diferente, uma espécie de amor que surge de repente, como obra do destino, tudo não passa de ilusão criada pela ficção. Essa sensação de frio na barriga não é realmente amor, explica Florian Zsok, um dos autores do estudo holandês. Ainda conforme o cientista, a "chama inesperada" tem mais a ver com desejo ou atração do que com outras coisas. Ele lembra também que o sentimento espontâneo raramente é recíproco.

O estudo, publicado no jornal da Associação Internacional de Pesquisa de Relacionamento (IARR, na sigla em inglês) teve três fases de coleta de dados: pesquisa on-line; análise laboratorial; e teste com encontros de 20 e 90 minutos.

Durante a pesquisa on-line, os participantes deviam responder às perguntas sobre seus relacionamentos românticos atuais e, em seguida, foram levados a observar fotos de potenciais parceiros para avaliar a atração. Neste caso, os voluntários foram convidados a usar a teoria triangular do amor, elaborada pelo psicólogo americano Robert Sternberg, para identificar sentimentos de intimidade, paixão e compromisso.

Já na fase realizada dentro do laboratório, outros participantes também observaram apenas fotos de seus potenciais parceiros. Após dois encontros curtos, cara a cara, as pessoas responderam a questões sobre a atração em relação ao outro, a experiência de amor à primeira vista e outros sentimentos relacionados com o parceiro ou parceira.

No total, apenas 34 participantes dos 396 avaliados (na maioria homens) descreveram 49 experiências de amor à primeira vista, tanto para o parceiro em potencial, quanto para a pessoa que encontraram durante o experimento de encontros rápidos – curiosamente houve "amor à primeira vista" mais de uma vez.

"Experiências de amor à primeira vista não foram marcadas nem pela grande paixão, nem pela intimidade ou pelo compromisso. Por isso, supomos que o amor à primeira vista não é uma forma distinta de amor, mas uma forte atração inicial que muitos classificam como tal, tanto durante o primeiro encontro como posteriormente", diz o artigo publicado pelos cientistas da Universidade de Groningen.

Apesar do estudo ter descartado a existência desse tipo de sentimento, é duvidoso que isso coloque fim às histórias românticas sobre amor à primeira vista.

(com Agência Sputnik)

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