Mulheres devem ficar atentas à perda da libido

Vários fatores, incluindo hormonais, podem reduzir o desejo sexual feminino

por Da redação com assessorias 01/12/2017 15:37

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Como mostra a médica, são diversos os fatores que podem causar a perda da libido nas mulheres, como as alterações hormonais causadas pela gravidez e pela menopausa (foto: Pixabay)
Segundo uma pesquisa interna do Centro de Referência e Especialização em Sexologia, do Hospital Pérola Byington, de São Paulo, mais de 48% das mulheres se queixam de falta ou diminuição do desejo sexual. Esse problema pode ter origem orgânica, mas a maioria dos casos é mesmo emocional e pode ser resolvido.

"Entre os fatores físicos da falta de desejo podemos citar a gestação, puerpério e amamentação. Após o parto, a mulher leva ao menos 40 dias para voltar à rotina sexual, necessitando readaptar o corpo às modificações sofridas durante a gestação e o parto. A prolactina, hormônio da amamentação, inibe o desejo e afeta a lubrificação feminina. Outra época mais complicada é o período da menopausa, cujas alterações hormonais determinam interferências na resposta sexual natural, desde o desejo sexual, até a própria lubrificação, sensibilidade do clitoris e intensidade do orgasmo", explica a ginecologista e obstetra Flávia Fairbanks, da Associação de Ginecologia e Obstetrícia de São Paulo.

Além dessas questões fisiológicas da mulher, a especialista comenta que algumas doenças também podem interferir no apetite sexual. "Diabetes, hipertensão e hipotireoidismo podem reduzir a libido, assim como os maus hábitos, sedentarismo, alcoolismo, uso de drogas e medicamentos psiquiátricos como antidepressivos e ansiolíticos. Todos dificultam a libido", diz a médica.

A perda ou reduç%u0101o do desejo sexual também pode ser psicológica e estar ligada a problemas como cansaço, estresse, depressão, baixa autoestima e insatisfação com o corpo. "São questões que  tiram o foco da mulher em relação ao desejo sexual e diminuem a libido. No relacionamento, a infidelidade, as brigas e as discussões com o parceiro, entre outros problemas, também afetam negativamente a sexualidade", afirma Flávia Fairbanks.

Segundo a ginecologista, o tratamento para a eprda da libido depende da causa e cada paciente precisa ser diagnosticada individualmente. "O médico deve tratar as questões médicas gerais e ginecológicas, além de resolver os fatores clínicos e fisiológicos, mas é preciso inserir a terapia sexual. Aliás, o tratamento adequado requer, muitas vezes, uma equipe multidisciplinar com participação do ginecologista, psiquiatra, fisioterapeuta e psicólogo", recomenda a especialista.

Vale ressaltar que, se os fatores são hormonais, as terapias de reposição poderão trazer benefícios. Quando emocionais ou psicológicos, o acompanhamento com psicólogos e terapeutas darão o suporte. "No caso de mulheres casadas ou que possuam um parceiro fixo, é importante o diálogo e a sinceridade. Muitos relacionamentos se fortalecem quando ambos os membros se envolvem no tratamento", completa a médica.

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