Se você está sofrendo com falta de memória constante, pode ser indício de demência

Essa síndrome, que afeta o cérebro não tem cura, mas pode ter sua progressão retardada

por Da redação com assessorias 04/12/2017 16:41

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(foto: Pixabay)
Conforme envelhecemos, nosso corpo sofre várias alterações, como a pele, que fica mais afinada; a audição e a visão, que se tornam menos eficientes; e o cérebro, que reduz a capacidade de concentração e a memória pode eventualmente falhar. Estes lapsos ocasionais são normais, mas, quando o idoso passa a ter um esquecimento persistente, é hora de procurar um médico, pois é um sinal de que a pessoa possa ter desenvolvido algum tipo de demência.

Dados da Associação Internacional de Alzheimer mostram que mais de 46 milhões de pessoas sofrem de demência em todo o mundo. A síndrome atinge com mais frequência os idosos, mas pode surgir em pessoas de qualquer idade. "Várias doenças podem levar a uma síndrome que é conhecida como demência, nome genérico para designar uma série de sintomas que afetam a memória, a percepção, a fala, o raciocínio e até a capacidade de tomar decisões. Esses problemas cognitivos podem tornar as pessoas dependentes de terceiros, pois limitam as atividades mais corriqueiras", explica o neurologista Márcio Luiz Figueiredo Balthazar, da Academia Brasileira de Neurologia.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil ocupava, em 2012, a nona colocação entre os países com maior número de casos de demência. A causa mais frequente para o problema é o Mal de Alzheimer, responsável no país por cerca de 14% das ocorrências. Hipertensão, diabetes, baixa escolaridade e parentes que tiveram a doença também são fatores de risco.

"Queixas de memória são muito comuns e, na maioria das vezes, não são decorrentes de doença cerebral. A queixa torna-se mais relevante quando a pessoa acha que está pior que pessoas da mesma idade e, sobretudo, quando alguém próximo confirma a existência do problema", comenta o médico, confirmando que as mulheres são mais propensas a desenvolverem a demência.

As pessoas com essa síndrome costumam repetir as mesmas histórias, têm dificuldade para lidar com dinheiro, confundem-se com datas, perdem-se em caminhos conhecidos, têm alterações de humor e apresentam dificuldade de assimilar novidades, como as notícias, por exemplo. Não é possível evitar a demência e também não há cura, na maioria dos casos, mas as chances de desenvolvê-la podem ser amenizadas.

"É preciso cuidar da saúde, sobretudo ficar atento aos problemas cardiovasculares, que aumentam o risco. É necessário também manter a mente ativa, fazer atividades físicas, ter vida social e uma boa alimentação, com pouca gordura. Ficar em frente à televisão por muitas horas, por exemplo, não é bom", aconselha Márcio Balthazar.

A partir do momento em que é constatada a demência, o paciente deve ser medicado para evitar a progressão rápida da síndrome. "Existem vários estudos sobre a demência, mas boa parte deles não apresentou o resultado esperado. Não há drogas para evitar a doença, apenas medicamentos que ajudam a controlar a sua progressão", esclarece o especialista.

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