Será que existe um 'ponto A' nas mulheres?

Uma nova teoria diz que a nova zona erógena seria mais estimulantes que o 'ponto G'

por Marcelo Fraga 15/01/2018 15:20

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(foto: Pixabay)
Quando o assunto é sexualidade feminina, o famoso "ponto G" sempre é objeto de discussão. Esta zona erógena que, suspostamente, ficaria na parte externa da vagina, logo acima da entrada do canal vaginal, seria extremamente sensível e, quando estimulada de forma correta, poderia proporcionar mais prazer à mulher.

Agora, uma outra região supostamente erógena da vagina está em debate. É o que está sendo chamado de "ponto A", ou AFE (Anterior Fórnix Erótico). De acordo com reportagem publicada no portal Uol, esse local, ao contrário do ponto G, ficaria no fundo do canal vaginal, no encontro do órgão com o colo do útero. Ele também seria capaz de "turbinar" o prazer sentido pela mulher durante o ato sexual ou a masturbação. Mas, será que esta história é verídica?

Segundo o ginecologista Gérson Lopes, membro da Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais (Sogimig), o "ponto A" não passa de um mito. "A maior prova de que essa área não existe é que, quando a mulher passa por uma histerectomia, que é a retirada do útero e do colo do útero, não há qualquer alteração de sensibilidade, nem diminuição do prazer durante o ato sexual", argumenta o especialista.

Ainda conforme o médico, a parte interna da vagina não possui sensibilidade o suficiente para proporcionar prazer à mulher. Todas as regiões sensíveis que são ativadas durante o sexo se encontram na parte externa do órgão genital feminino, ou seja, logo na "entrada", perto de onde se encontraria o chamado ponto G – que também é desmistificado pelo especialista. Gérson Lopes explica que esta zona erógena nada mais é do que o clitóris, que é, de fato, a região mais sensível da vagina.

Por fim, o ginecologista classifica como "desserviço" a divulgação da existência dessas supostas áreas especiais da genitália feminina, como se fossem realmente verdadeiras. "Esse tipo de coisa só serve para 'colocar minhoca' na cabeça das mulheres", reclama o membro da Sogimig.

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