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Estado de Minas BEM-ESTAR

Spirulina e chlorella ajudam na perda de peso?

Especialista fala sobre esses dois suplementos que viraram 'moda' entre as pessoas que fazem dieta


postado em 31/01/2018 11:49 / atualizado em 31/01/2018 12:14

Você já deve ter ouvido falar nos suplementos à base de spirulina e chlorella. Como parte das "novas" ferramentas usadas para emagrecer, muitas pessoas usam pílulas que prometem a perda de peso e supostos benefícios nutricionais. Será verdade?

Antes de mais nada, é preciso esclarecer que a chlorella é uma espécie de alga, enquanto a spirulina faz parte da categoria das cianobactérias – micro-organismos que realizam a fotossíntese.

Em entrevista para o site da editora Abril, o engenheiro de alimentos Gabriel Luis Castiglioni, professor da Escola de Agronomia da Universidade Federal de Goiás (UFG), explica que os dois suplementos são ricos em nutrientes, especialmente a vitamina B12. Esta substância ajuda a manter o bom funcionamento do cérebro e é essencial para a formação das células vermelhas do sangue. Neste caso, evita a temida anemia.

Porém, a vitamina B12 é muito comum em alimentos como carnes, leite, queijos e ovos. Sua reposição, portanto, só é necessária para pessoas que não consomem esses tipos de produtos de origem animal. "Aliás, a chlorella tem um alto conteúdo proteico de fácil absorção, o que a torna ainda mais interessante para quem não come carne", comenta Gabriel Castiglioni à Abril.

Conforme o especialista, o consumo de proteínas pode ajudar no emagrecimento ao fornecer a sensação de saciedade, evitando a ingestão exagerada de calorias. Mas, o simples ato de tomar pílulas de spirulina e chlorella não representa benefício na perda de peso. Isto deve ser feito segundo recomendação profissional, além da reformulação da dieta.

Em relação à classificação desses dois nutrientes como "superalimentos", como vem sendo dito por muitos usuários e em muitas propagandas, Castiglioni esclarece que a alga e a cianobactéria não suprem a necessidade de todos os nutrientes que o corpo precisa. Portanto, estão longe de serem alimentos completos.

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