Brasil vai produzir medicamento à base de canabidiol

Testes em humanos devem terminar no segundo semestre de 2018

por Da redação com assessorias 09/04/2018 14:56

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(foto: Pixabay)
Desde 2015, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou a importação e o uso no Brasil do canabidiol (CBD), substância extraída da folha da Cannabis sativa, popularmente conhecida como maconha, mas que não apresenta efeito psicoativo, nem causa dependência. Agora, os brasileiros que sofrem de diversas moléstias graves, incluindo epilepsia, têm mais um motivo para comemorar: nosso país passará a produzir um medicamento à base de CDB.

A responsável pelo novo remédio é a empresa farmacêutica Prati-Donaduzzi, com sede em Toledo, no Paraná. O primeiro medicamento, cuja pesquisa foi iniciada em 2015, é chamado de Myalo, e é indicado para o controle de crises de epilepsia refratária, grau mais crítico da doença, cuja incidência é mais comum em crianças.

Segundo a empresa, o remédio é fabricado com canabidiol de elevado grau de pureza, obtido a partir de extrato vegetal purificado derivado da planta Cannabis. O projeto teve investimento inicial de R$ 11 milhões – uma parte foi cedida pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

A boa notícia é que o Myalo deve chegar ao mercado em breve. De acordo com informações da Prati-Donaduzzi, o estudo clínico para registro do medicamento, realizado em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), já está em andamento. Os testes em voluntários saudáveis já foram encerrados e a fase final de testes clínicos, em pacientes, deve terminar no segundo semestre de 2018.

A empresa também está pesquisando a produção de canabidiol sintético, que pode chegar a 100% de pureza, ou seja, está livre de tetrahidrocanabinol (THC), que é o principal derivado psicoativo da Cannabis. A intenção da farmacêutica é ter disponibilidade constante do princípio ativo sem necessidade de cultivar a planta. Esta pesquisa, conforme a Prati-Donaduzzi, tem como foco os pacientes que sofrem com o Mal de Parkinson – dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que 1% da população acima de 65 anos sofre com essa doença.

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