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Estado de Minas SAúDE

Estudo comprova benefícios dos exercícios para o coração

Praticar duas horas e meia de atividades físicas reduz risco de doenças cardiovasculares


postado em 19/04/2018 14:55 / atualizado em 19/04/2018 15:11

Não é segredo para ninguém que praticar exercícios físicos regularmente faz bem para a saúde. Mas, até que ponto eles são benéficos? Um estudo recente publicado na revista científica Lancet, tentou responder essa pergunta. Durante sete anos, os pesquisadores acompanharam mais de 130 mil pessoas com idades entre 35 e 70 anos, em 17 países. Os pesquisadores descobriram que é possível identificar uma queda de 20% no risco de problemas cardiovasculares entre os pacientes que praticam atividade física regularmente.

Quem reforça as vantagens da prática de atividades físicas no combate a doenças cardiovasculares, como a hipertensão arterial, é o cardiologista Dalton Precoma, do hospital Angelina Caron, do Paraná. "Exercitar-se pelo menos duas horas e meia por semana é uma estratégia simples, de fácil aplicação no cotidiano e de baixo custo. O impacto é a redução das mortes por doenças cardiovasculares", comenta o médico.

A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que um programa de atividades físicas aeróbicas de intensidade moderada seja cumprido habitualmente por pessoas entre 18 e 64 anos. "A prática de exercícios físicos reduz o risco de adoecer e morrer de doença coronariana, pressão alta, acidente vascular cerebral, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica. Estima-se que 23% da população mundial não atenda à recomendação da OMS. São quase dois bilhões de pessoas", explica o especialista.

O estudo publicado na Lancet revelou ainda que houve redução de 20% no risco de doenças cardiovasculares nas pessoas fisicamente ativas e que se exercitaram pelo menos duas horas e meia por semana. O cálculo é de que 8% das mortes no mundo por problemas no coração poderiam ser evitadas se todos atendessem à recomendação da OMS – segundo a própria instituição, a doença cardiovascular ocupa o primeiro lugar entre as principais causas de morte no mundo.

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