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Estado de Minas BRASIL

Ricos ganham 36,1 vezes mais que a parcela mais pobre no Brasil

Desigualdade faz parte da pesquisa Pnad, divulgada pelo IBGE


postado em 11/04/2018 11:58 / atualizado em 11/04/2018 12:09

Em 2017, os ricos que vivem no Brasil ganharam 36,1 vezes mais do que metade dos mais pobres. Este grupo 1% mais rico da população brasileira, em 2017, teve rendimento médio mensal de R$ 27.213. O valor representa, em média, 36,1 vezes mais do que a metade dos mais pobres – cujo renda mensal foi de R$ 754. Em 2016, o grupo mais rico ganhava 36,3 vezes que a média do rendimento de metade dos mais pobres.

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta quarta, dia 11 de abril, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A publicação revela que a massa de rendimento médio mensal real domiciliar per capita, em 2017, foi de R$ 263,1 bilhões. Deste total, os 10% da população com os maiores rendimentos ficavam com 43,3% do total. Os 10% com menores rendimentos detinham apenas 0,7% dessa mesma renda.

Para Cimar Azeredo, coordenador de Rendimentos da Pnad Contínua, os números mostram que a desigualdade ainda é grande no país. "Vamos separar a população inteira, do mais baixo ao mais alto. Se você pega metade dela, verá que a média de rendimento médio dos 50% que ganham menos é de R$ 754, valor mais que 36 vezes menor do que o rendimento da população que ganha os maiores salários, e que chega a R$ 27.213. Os 10% com os maiores rendimentos chegam a deter 43% do total recebido", afirma o analista.

Concentração

No sudeste, a concentração de renda foi ainda maior. Nesta região, se concentra a maior parcela da população e reúne rendimento médio mensal real do grupo de 1% mais ricos. No sudeste, este grupo chegou a ter concentração 33,7 vezes superior ao rendimento médio mensal real de 50% da população com os menores rendimentos – em 2016 era de 36,3 vezes.

A região que apresentou a menor relação foi a sul (25 vezes, em 2017 e 24,6 vezes em 2016). Em 2016, o número era 36,3 vezes maior. Também foi o sul que teve a menor desigualdade com 25 vezes, em 2017 e 24,6 vezes em 2016.

O estudo do IBGE compara o rendimento da população do ponto de vista da distribuição por grandes regiões, tipo de rendimento, sexo, cor ou raça, nível de instrução, levando em consideração os indicadores de concentração de renda. Também são avaliados os programas de transferência de renda do governo federal.

(com Agência Brasil)

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