Saiba quais são os esportes que mais causam lesão no quadril

Especialista esclarece como os exercícios físicos levam a esse tipo de problema

por Da redação com assessorias 10/04/2018 15:48

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(foto: Pixabay)
Praticar atividade física ainda é a melhor opção para deixar o corpo em forma e prevenir doenças. Mas, se praticados de forma irregular, os exercícios passam a representar problemas para o corpo. Dependendo do esforço realizado, inclusive, podem ser causadas lesões no quadril, local que absorve bastante impacto.

Aproveitando a importância do tema e a necessidade de prevenir danos, conversamos com o ortopedista Fellipe Takatsu, que cita cinco esportes que podem causar lesões no quadril:

Levantamento de peso
É um esporte com bastante impacto para a região. "Caso seja feito de forma errada, pode ocasionar a lesão lábio acetabular [região onde o fêmur se encaixa]. O principal movimento causador da lesão é a flexão excessiva do quadril com peso e movimentos que proporcionem uma grande rotação interna", alerta o especialista. Ele lembra que os sintomas de que você está fazendo algo errado é a manifestação de dor, moderada ou forte, de forma progressiva, que atrapalha a execução do exercício. "Em alguns casos, é necessário tratamento cirúrgico".

Corrida
Com o crescente do número de praticantes de corrida, aumentam também as queixas de lesões, especialmente de amadores. "Aqui, a principal patologia encontrada é a fratura de estresse, que são lesões ósseas, devido a uma sobrecarga repetitiva anormal sobre um osso normal. A prática de corrida de longas distâncias e corredores que praticam em excesso, sem tempo de descanso para o corpo, são as principais causas deste tipo de fratura", afirma Takatsu. Curiosamente, o problema é mais comum nas mulheres. O tratamento depende da localização e do tipo de fratura, sendo necessário uma avaliação por um especialista.

Futebol
O principal esporte praticado no Brasil exige muito contato físico, que predispõe os atletas a diversas lesões de músculos e tendões. O ortopedista fala sobre os três níveis de lesões comuns no futebol:

  • Grau I: representa uma distensão/estiramento das fibras musculares devido a uma interrupção abrupta do movimento. Provoca inchaço local, dor leve a moderada, porém não incapacita a atividade física

  • Grau II: é a ruptura parcial das fibras musculares, levando a uma dor moderada, inchaço e hematoma local, sendo, na maioria das vezes, incapacitante, ou seja, exige que o atleta pare a atividade

  • Grau III: neste caso, ocorre a ruptura total das fibras musculares, perceptível por meio de exame físico, gerando incapacidade de movimento do atleta

Rugby e futebol americano
Esses dois esportes vêm ganhando cada vez mais espaço em território nacional. Com isso, segundo o médico, os atletas estão sendo "vítimas" de lesões importantes, como a subluxação, ou seja, a luxação do quadril. "É causada por um trauma de forte intensidade no joelho quando o quadril está flexionado, levando a uma força de compressão posterior do quadril e uma luxação desta". O especialista explica que o problema é mais comum em homens e está associado a traumas de forte intensidade, sendo caracterizado por dor aguda intensa, que incapacita o caminhar. "É considerada uma urgência ortopédica e necessita a recolocação do osso por um especialista. Pode levar a sequelas como necrose da cabeça femoral, luxação crônica, alterações neurológicas e artrose precoce", completa Fellipe Takatsu.

Lutas
Em decorrência da grande variedade das artes marciais disponíveis, atualmente, as lesões mais comuns que elas provocam no quadril são a contusão e as fraturas. "A contusão se caracteriza por uma pancada local, com alterações inflamatórias como hematoma, dor e calor local. A fratura se dá no fêmur ou no acetábulo [cavidade no quadril], que gera dor de forte intensidade e deformidade local". É preciso realizar radiografia simples para diferenciar essas fraturas. "Dependendo da gravidade da lesão, pode ser necessário o reparo cirúrgico da fratura, sendo de suma importância a avaliação em caráter de urgência do trauma", salienta o ortopedista.

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