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Estado de Minas BEM-ESTAR

Uso de anticoncepcional afeta a fertilidade da mulher?

Especialista fala sobre a relação entre o remédio contraceptivo e as chances de gravidez


postado em 18/04/2018 12:50 / atualizado em 18/04/2018 13:18

Muitas mulheres que usam regularmente a pílula anticoncepcional têm duvida se o medicamento pode afetar as chances de engravidar no futuro. De acordo com o ginecologista Edilberto Araújo Filho, não existem trabalhos científicos que comprovem essa relação. "As causas da não gravidez pós-suspensão do anticoncepcional podem ocorrer por outros problemas, como a idade avançada [acima de 35 anos as chances de gravidez diminuem], disfunções hormonais, baixa reserva ovariana ou infecções genitais", esclarece o especialista.

A partir do momento em que deseja ter um filho, uma das orientações que devem ser seguidas, após a realização dos exames de rotina na mulher e no homem, é a suspensão dos métodos contraceptivos. "A chance de gravidez da mulher até os 30 anos é de cerca de 18% no primeiro mês e, em geral, o casal leva entre seis a sete meses para engravidar", explica o médico.

Ele lembra que o anticoncepcional costuma ser indicado a partir da primeira menstruação da mulher. É um dos métodos contraceptivos que contém os hormônios estrogênio e progesterona, que inibem o crescimento folicular e a ovulação. Entre os benefícios dessa forma de prevenção da gravidez, Edilberto Filho afirma que o principal é a proteção contra o câncer de ovário e de útero. "Diminui ainda o risco de formação de cistos ovarianos; controla as disfunções hormonais para as mulheres que apresentam ovários policísticos e para as mulheres que têm disfunções menstruais com fluxo intenso ou irregular, podendo, dessa forma, diminuir a incidência de pólipos e miomas", completa o ginecologista.

Curiosamente, o anticoncepcional também pode ser usado em técnicas de reprodução assistida com o objetivo de corrigir disfunções hormonais antes da fertilização in vitro. "As pacientes fazem o tratamento com a pílula antes da hiperestimulação ovariana para produzir os folículos e, então, é realizada a coleta de óvulos no processo da fertilização", diz o especialista.

Os anticoncepcionais hormonais são classificados em oral, injetável, endoceptivo (como o sistema intrauterino de levonorgestrel), adesivo, anel e implante. A suspensão de cada método interfere no período de retorno da fertilidade da mulher de acordo com o tipo.

Edilberto fala sobre os efeitos dos métodos na ertilidade da mulher:

Anticoncepcional oral, adesivo ou anel vaginal
O retorno à fertilidade é rápido e até imediato, segundo o médico. Mas, pode levar até três ciclos para regularizar a menstruação.

Anticoncepcional injetável ou por implante
O especialista alerta que pode levar de seis a nove meses para regularizar o ciclo menstrual necessário para a gravidez. "Os anticoncepcionais injetáveis trimestrais devem ser usados com moderação pelas mulheres que desejam engravidar em curto período de tempo", alerta o ginecologista.

Sistema liberador de levonorgestrel
O retorno da fertilidade é rápido e até imediato, afirma Edilberto Filho. Mas, a menstruação pode demorar até dois ciclos para ser regularizada.

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