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Estado de Minas SAúDE

Cientistas criam remédio que poderá 'curar' o alcoolismo

A substância se mostrou efetiva contra a síndrome da abstinência de álcool


postado em 09/05/2018 16:48 / atualizado em 09/05/2018 16:49

(foto: Pixabay)
(foto: Pixabay)
Cientistas podem estar perto de encontrar uma "cura" para o alcoolismo. Pesquisadores da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, testaram com sucesso, em cobaias, um medicamento que consegue bloquear os sintomas da abstinência de álcool. Os resultados foram publicados na revista científica Neuropsychopharmacology.

Atualmente, existem medicamentos que ajudam as pessoas a superarem o alcoolismo, como o topiramato, originalmente usado para pacientes com epilepsia e enxaqueca, mas que apresenta inúmeros efeitos colaterais negativos. Com o novo remédio, intitulado JVW-1034, os cientistas americanos conseguiram obter o efeito molecular desejado em animais de forma segura. A droga atua no receptor celular Sigma-2, que controla o ciclo de reforço e recompensa que caracteriza a dependência de bebidas alcoólicas, regulando a necessidade de continuar consumindo álcool.

Em comunicado enviado à imprensa, o pesquisador James Sahn, um dos autores do estudo, reforça que o vício no álcool requer uma medicação efetiva. "É onde a nossa substância está moldando um caminho que não parece estar associado a nenhuma das outras drogas disponíveis", comenta Sahn.

Como o JVW-1034 se mostrou promissor, os estudiosos, agora, planejam otimizar suas propriedades químicas para conseguir resultados ainda mais eficazes nos humanos. No entanto, eles alertam que, apesar dos resultados favoráveis, o medicamento não é capaz de prevenir o alcoolismo.

Isso porque existem fundamentos genéticos e comportamentais desse vício que ainda não são entendidos completamente, e que podem não ser permanentemente alterados pela nova substância. "Se pudéssemos criar uma droga que seja eficaz para mais pessoas e que não tenha os efeitos colaterais negativos que outros remédios têm, elas mudariam muitas coisas", afirma James Sahn.

Vale lembrar que a síndrome de abstinência alcoólica é definida pela Medicina como sendo o conjunto de desconfortos gerados a partir do momento em que a ingestão de bebidas alcoólicas é interrompida, após um período de excesso de consumo.

Os pesquisadores da Universidade do Texas também estão analisando outras drogas que têm como alvo o receptor Sigma-2 e que poderão tratar distúrbios neurológicos como lesão cerebral traumática, dor neuropática e Mal de Alzheimer.

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