
Para o especialista em saúde pública Ken Harvey, um dos autores do estudo, os resultados não são surpreendentes. "Muitas vezes, descobrimos que resultados positivos em testes iniciais não são confirmados. As pessoas que usam o óleo de peixe, hoje em dia, podem não ter um efeito desejado, já que estamos tratando doenças do coração de forma muito mais efeciente, por meio de remédios que controlam a pressão e o colesterol", comenta o cientista australiano, em entrevista para a rede australiana de TV 9 News.
Por outro lado, ele esclarece que suplementos de ômega-3 são "bastante inofensivos". Então, alguns médicos ainda podem aconselhar as pessoas que possuem risco cardíaco a continuar tomando as cápsulas. "Para a pessoa comum, porém, que não tem doenças cardíacas e talvez esteja sendo seduzido pelos anúncios que sugerem que o óleo de peixe é ótimo para prevenir as coisas, realmente não há boas evidências", afirma Harvey.
A recomendação é que as pessoas façam uma dieta saudável, que inclua de duas a três porções de peixe, toda semana, para proteger o coração – desde que não haja fritura. As espécies que mais possuem nutrientes são as que preferem águas frias, como salmão, trevalla de olho azul, cavala azul, arenque e sardinha.
Vale lembrar que nozes e sementes de chia também são boas fontes de ácidos graxos (ômegas 3, 6 e 9).