Estudo associa microbiota intestinal à aterosclerose

Quanto mais bactérias benéficas no intestino, mais saudável é o organismo

por Marcelo Fraga 14/05/2018 10:25

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(foto: Pixabay)
Você deve saber que o nosso corpo é um habitat para incontáveis micro-organismos. Estes seres microscópicos, muitas vezes, podem representar um risco à saúde, como é o caso dos vírus e das bactérias causadores de doenças. Porém, existem micróbios que provocam o efeito contrário, ou seja, ajudam a manter o nosso bem-estar. É o caso da microbiota (colônia de bactérias) que vive no intestino humano e que auxilia no bom funcionamento de todo o sistema digestivo.

De olho nesses micro-organismos, pesquisadores da Universidade de Los Angeles, nos Estados Unidos, descobriram recentemente que, quanto maior e mais variada é a colônia de micróbios dentro do nosso intestino, menores são as chances de desenvolvermos uma doença chamada aterosclerose, que é a formação de placas de gordura nas paredes das artérias – fator apontado pela Medicina como o maior causador de problemas cardiovasculares como infarto e AVC.

O estudo americano, publicado na quinta, dia 10 de maio, no periódico científico European Heart Journal, apontou, ainda, que um intestino pouco povoado por esses micróbios benéficos pode facilitar também o surgimento de outras doenças crônicas. "A baixa diversidade do microbioma intestinal está ligada, inclusive, a condições como artrite, psoríase, eczema e alergias", comenta a pesqusiadora Ana Valdes, uma das autoras da pesquisa, em entrevista para o portal de notícias científicas LiveScience. Ainda segundo a cientista, a obesidade e o diabetes tipo 2 são exemplos de moléstias relacionadas à aterosclerose.

Para realizar o estudo, os pesquisadores da Universidade de Los Angeles analisaram amostras de sangue e fezes de mais de 600 mulheres gêmeas inglesas de meia-idade. Esta avaliação possibilitou a verificação da qualidade da colônia de micro-organismos presente no intestino de cada uma dessas pessoas e compará-la à quantidade de gordura sanguínea.

Como a pesquisa ocorreu somente em indivíduos de um grupo específico, a professora Ana Valdes admitiu ao Live Science que, por enquanto, "não está claro se os resultados se aplicam a homens e pessoas de outros países".

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