ONG denuncia violação dos direitos humanos na Rússia

Human Rights Watch pede que a Fifa ajude a evitar problemas durante a Copa do Mundo

por Encontro Digital 16/05/2018 11:55

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(foto: YouTube/Reprodução)
Faltando menos de 30 dias para o início da Copa do Mundod a Rússia de 2018 (de 14 de junho a 15 de julho), a ONG internacional Human Rights Watch (HRW) emitiu um comunicado na terça, dia 15 de maio, denunciando que os russos estariam vivendo "a pior crise de direitos humanos desde a era soviética", ao mesmo tempo em que pede à Federação Internacional de Futebol (Fifa) para fazer valer sua influência junto às autoridades russas. As informações foram divulgadas pela agência espanhola de notícias EFE.

O Mundial de futebol da Fifa ocorrerá em 11 cidades russas, num "ambiente hostil e de deterioração para os direitos humanos", ressalta a organização em comunicado divulgado em Berlim por ocasião da publicação de um guia de 44 páginas sobre o tema e destinado aos jornalistas que farão a coebrtura do evento esprotivo.

A HRW lembra que as autoridades russas "usam de maneira habitual leis restritivas para reprimir as liberdades de reunião, de associação e de expressão" e que "os funcionários do governo empregam mão dura contra a oposição mediante a aplicação de leis repressivas e aumentando a censura na internet".

Por isso, a Fifa deveria fazer valer sua influência com as autoridades russas para abordar abusos contra os direitos trabalhistas – relacionadas a obras para a Copa do Mundo  –, a restrição de liberdades fundamentais e a contínua repressão aos ativistas pró-direitos humanos.

A Human Rights Watch solicita, ainda, que a Federação Internacional de Futebol interceda pelo jornalista esportivo veterano Hajo Seppelt, da televisão pública alemã ARD, que tinha informado amplamente sobre o escândalo de doping na Rússia e que foi impedido de ir ao Mundial depois que o país anfitrião lhe negou o visto.

"A Fifa ainda tem tempo de demonstrar que está disposta a fazer valer sua influência junto ao governo russo para cumprir com suas próprias políticas de direitos humanos. O interesse é garantir que este lindo jogo não seja manchado por um ambiente desagradável de discriminação e repressão", comenta Hugh Williamson, diretor da HRW para a Europa e a Ásia Central.

(com Agência Brasil e Agência EFE)

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