Câncer de bexiga afeta mais os homens, sabia?

65% dos casos desse tumor são causados pelo cigarro

por Da redação com assessorias 08/06/2018 13:50

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O cigarro é responsável por 65% dos casos de câncer de bexiga, problema ainda pouco conhecido e que afeta mais o público masculino (foto: Pixabay)
Embora seja pouco conhecido da maioria das pessoas, o câncer de bexiga está entre os tipos de tumor que mais acometem os brasileiros. Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) estimam que surgem 9.480 mil casos todos os anos no país – está em sétimo lugar entre os cancros que mais afetam os homens. No mundo, existem mais de 430 mil vítimas do problema.

O carcinoma de células transicionais é o tipo de tumor mais comum na bexiga, com mais de 90% dos casos segundo o Inca, e afeta as células do tecido interno do órgão do sistema urinário. De acordo com o oncologista André Fay, do hospital São Lucas, da PUC Rio Grande do Sul, esse tipo de câncer é mais comum nos homens e o principal fator de risco é o cigarro, responsável por 65% dos casos.

"O tabagismo aumenta em três vezes a chance de desenvolver um tumor de bexiga. Após inaladas, as substâncias químicas presentes no cigarro entram na corrente sanguínea e são filtradas pelos rins. Quando a urina chega à bexiga, alguns componentes químicos do cigarro ainda estão presentes, contribuindo para danificar as células da região", explica o médico.

O especialista destaca ainda que os principais sintomas são sangue e espuma na urina; dor ao urinar; e episódios frequentes de infecção urinária. "É importante salientar que os sintomas do câncer de bexiga podem ser confundidos com outras enfermidades menos graves, por isso todos os sinais de alerta não devem ser ignorados e investigados por um especialista", diz André Fay.

Segundo o oncologista, a maior parte dos pacientes é diagnosticada quando a doença já está em estágio avançado, o que reduz as chances de sucesso do tratamento. "Em tumores de bexiga, a média de idade para o diagnóstico é de 70 anos, faixa etária em que o tratamento tradicional com quimioterapia por vezes não é considerado mais uma opção segura, seja pela idade avançada, ou outras condições clínicas associadas", comenta o médico. Nesses casos, o tratamento com imunoterápicos vêm se mostrando uma alternativa promissora. Em linhas gerais, essa vertente de tratamento estimula o próprio sistema imunológico do paciente a atacar as células cancerosas.

"A última década tem sido a mais promissora em avanços para esse tipo de tumor. Estamos observando ganhos que eram impensáveis algumas décadas atrás, com tratamentos que demonstram maior precisão e eficácia relacionada a uma incidência menor de reações adversas, o que é um ganho importante para o bem-estar do paciente", afirma André Fay.

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