Jovens aceitam consumir produtos com menos sódio, gordura e açúcar

Estudo mostra que estudantes não ligam para suco, batata e pão francês mais saudáveis

por Encontro Digital 15/06/2018 14:22

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(foto: Pixabay)
Uma pesquisa feita pela Embrapa Agroindústria de Alimentos do Rio de Janeiro demonstrou que jovens de escolas de ensino médio e de cursos profissionalizantes aceitam comer alimentos com menos açúcar, gordura e sódio em, respectivamente, néctar de uva, batata palito e pão francês. O interessante é que os jovens aprovaram esses produtos mesmo percebendo a diminuição da presença dos ingredientes "nocivos".

Liderado pela pesquisadora Renata Torrezan, o estudo testou a aceitação da redução dos ingredientes em produtos usuais da dieta dos jovens e averiguou como eles a percebem e se teria efeito na opção de consumo. A conclusão, sustentada por análises sensoriais, mostra que a redução percebida não prejudicou a aceitação dos produtos e que eles continuariam sendo consumidos.

Foram alcançadas diminuições expressivas, até o limiar de continuidade de aceitação dos três ingredientes nos produtos. As pesquisadoras reduziram 50% do açúcar em relação ao valor médio encontrado em néctares disponíveis no mercado. Este tipo de bebida contém cerca de 30% de polpa de fruta e pode ser adoçada. Só podem ser rotuladas como "suco" as bebidas contendo apenas ingredientes naturais sem conservantes, corantes artificiais nem adoçantes.

A quantidade de sódio aprovada foi 20% menor que a da formulação padrão registrada no guia de boas práticas nutricionais para pão francês da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicado em 2012. Já a gordura foi reduzida em 70% comparando-se ao valor médio obtido de produtos disponíveis no mercado (após fritura) e das batatas de redes de lanchonetes.

Segund a Embrapa, a pesquisa foi elaborada com o objetivo de apoiar as iniciativas do Ministério da Saúde para a redução do consumo dessas substâncias e estímulo à ingestão de frutas e vegetais, visando uma alimentação mais saudável para a prevenção e redução das doenças crônicas não transmissíveis, que são as principais causas de morte no mundo.

Essas doenças constituem o problema de saúde de maior magnitude no Brasil e correspondem a cerca de 70% das causas de mortes. São doenças multifatoriais que se desenvolvem no decorrer da vida, de longa duração, tais como hipertensão arterial sistêmica, diabetes, insuficiência renal crônica, obesidade, câncer e doenças respiratórias.

"Devido às mudanças, exigências e conveniência da vida moderna, muitos dos brasileiros consomem produtos alimentícios industrializados ou se alimentam fora dos seus lares. De acordo com o Ministério da Saúde, essa mudança nos hábitos alimentares tem levado ao aumento da carga de doenças crônicas não transmissíveis", comenta Renata Torrezan.

(com assessoria de comunicação da Embrapa Agroindústria de Alimentos)

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