Você sabe reconhecer um cosmético natural?

Diferenciar um produto sintético de outro natural ajuda o meio-ambiente e a própria saúde

por Da redação com assessorias 07/06/2018 10:29

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(foto: Pixabay)
Apesar de ter aumentado o número de pessoas que buscam cosméticos naturais e ecologicamente responsáveis, ainda há uma dificuldade na identificação dos produtos que seguem essa linha. Para evitar levar "gato por lebre", o primeiro passo é saber reconhecer os tipos de cosméticos disponíveis no mercado: natural, orgânico, pseudonatural e convencional.

"Todos os cosméticos são compostos por cinco classes [tipos] de ingredientes: base, fragrância, aditivo, conservante e princípio-ativo. Cada um desses itens tem uma função específica na formulação do produto", explica a dermatologista Patrícia Silveira. Sendo assim, um produto é considerado "natural" quando todas as classes de ingredientes são formadas por ingredientes oriundos da natureza (vegetal, mineral ou animal), sem que tenham perdido suas propriedades originais no processo de fabricação.

Os cosméticos orgânicos possuem ingredientes naturais provenientes de culturas orgânicas e biodinâmicas. Por isso, todo produto orgânico possui ingredientes naturais em sua composição, mas nem todo cosmético natural possui ingredientes orgânicos. "Podemos usar como exemplo o morango. Todo morango é natural, mas nem sempre é orgânico. A mesma analogia se aplica aos ingredientes naturais utilizados nos cosméticos", comenta a médica.

De acordo com Patrícia, nas formulações com ingredientes naturais e orgânicos, todos os conservantes, corantes e fragrâncias são de origem natural. Por exemplo, os óleos essenciais, muito usados nesses produtos, são conhecidos pela sua capacidade aromatizante, mas também atuam na conservação do produto e, muitas vezes, como princípio-ativo, devido às propriedades antioxidantes que possuem.

Os cosméticos pseudonaturais, por sua vez, embora frequentemente estejam posicionados como naturais, têm apenas algumas das classes de produtos – normalmente o princípio-ativo – com ingredientes provenientes da natureza. "As demais são formadas por elementos sintéticos, geralmente derivados do petróleo", diz a especialista.

Por fim, produtos convencionais são integralmente formulados com ingredientes artificiais. Nestes, o uso de parabenos e outros conservantes, como glicóis, BHT (hidroxitolueno butilado) e EDTA (ácido etilenodiamino tetra-acético), são frequentes. Estudos publicados em periódicos como o Journal of Pharmacy and Pharmacology, o Environmental Medicine e o Institute of Pharmacology da Academia de Ciências da Polônia mostram que estas substâncias são tóxicas para o organismo, podendo causar reações alérgicas e outros problemas à saúde.

Saber diferenciar os cosméticos é importante por várias razões. A primeira, e mais óbvia, é que produtos naturais e orgânicos são biodegradáveis e sustentáveis (grande maioria). Outro motivo é que a pele, maior órgão do corpo, sente a diferença e sofre com as consequências da escolha do que é aplicado nela. "Os cosméticos naturais possuem uma formulação mais suave, com ativos anti-inflamatórios, calmantes, e ricos em antioxidantes naturais presentes em inúmeros extratos e óleos vegetais. Além disso, abusa da biodisponibilidade [aproveitamento de uma substância pelo organismo], com ingredientes que atuam de maneira mais sinérgica, promovendo benefícios reais. Considerando que de 60% a 70% do que passamos na pele é absorvido e cai na corrente sanguínea, é fundamental sabermos o que aplicamos nela", destaca Patrícia Silveira.

De acordo com a médica, ativos derivados do petróleo não apresentam boa penetração na pele e não têm gordura rica em substâncias antioxidantes e regeneradoras. "Em compensação, os óleos vegetais são ricos em vitamina E e têm uma ótima penetração. Por isso, promovem uma hidratação mais eficaz, levando os benefícios antioxidantes dos ácidos graxos às camadas mais profundas da pele, deixando-a mais saudável, com maior elasticidade e resistência".

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