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Estado de Minas BEM-ESTAR

Bandagem usada por atletas ajuda na recuperação muscular?

Especialista fala sobre a 'kinesio tape' ou bandagem neurofuncional


postado em 29/08/2018 11:23 / atualizado em 29/08/2018 11:38

Já ouviu falar na "kinesio tape" ou bandagem neurofuncional? Essa faixa adesiva elástica virou febre entre atletas de todos os níveis, por, supostamente, ajudar na redução de edemas e dores de lesões musculares, como distensões e tendinites. O acessório permite que os esportistas ou praticantes de exercícios físicos continuem os treinos normalmente enquanto se recuperam da lesão. Mas afinal, ela realmente funciona?

De acordo com o fisioterapeuta Guilherme de Oliveira Tomaz, do Centro de Excelência em Recuperação Neurológica, de Curitiba (PR), a bandagem funcional é um adesivo que consegue estimular o tônus muscular, permitindo uma resposta sensorial positiva do organismo. "As bandagens auxiliam por efeitos neurofisiológicos e biomecânicos no tratamento de distúrbios musculares, miofasciais, osteotendíneos, ligamentares, linfáticos, funcionais, viscerais e neurológicos. Portanto, a aplicabilidade da bandagem funcional é muito ampla. Quando aplicamos na zona afetada, a dor alivia por meio das ondulações promovidas pela bandagem. Além de melhorar a circulação sanguínea", esclarece o especialista.

Atualmente, a técnica tem sido empregada na prática fisioterapêutica e por terapeutas ocupacionais como complemento às intervenções em diferentes áreas, como desportiva, traumato-ortopédica, estética, neurológica e pediátrica. Segundo o fisioterapeuta, a utilização proporciona benefícios como o auxílio na contração muscular; alívio da dor; redução da contração excessiva dos músculos; além de auxiliar na liberação de aderências; na fadiga muscular; na redução das inflamações e edemas; melhora a amplitude de movimentos; e ajuda na correção postural.

Porém, Guilherme Tomaz alerta para a aplicação da "kinesio tape", que deve ser feita por um profissional capacitado. "É importante lembrar que a bandagem deve ser aplicada por um profissional, que detenha conhecimentos de biomecânica e anatomia, que conheça os cuidados necessários e a técnica correta para aplicação. Esse método não deve ser utilizado em casos de pacientes que apresentem fragilidade tegumentar e capilar ou alergias. Ou ainda na suspeita de tromboses venosas pois, apesar da aplicação melhorar a circulação sanguínea, pode provocar o deslocamento de trombos. A bandagem também não é indicada sobre ferimentos na pele de pacientes em tratamento radioterápico e sobre cicatrizes recentes", orienta o especialista.

Ele lembra ainda que o período de tempo recomendado para uso da bandagem neurofuncional é de três a cinco dias – a pele deve estar limpa, seca e sem excesso de pelos. Para aplicação após o banho, o recomendado é secar bem com a toalha. Já para a remoção, é necessário o uso de óleos que auxiliam no descolamento suave do material no sentido dos pelos, cuidado que evita lesões e bolhas.

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