Especialista fala sobre os principais tipos de manchas na pele

Além de afetar a estética, algumas manchas podem representar doenças

por Da redação com assessorias 08/08/2018 14:49

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(foto: Pixabay)
Exposição excessiva ao Sol, envelhecimento, alergias, predisposição genética, alterações hormonais e hiperpigmentação após inflamações são alguns dos principais fatores que podem influenciar na piora ou no aparecimento de manchas na pele. Algumas delas podem afetam apenas a estética dos pacientes, outras, porém, podem ser sinal de doenças mais sérias.

De acordo com a dermatologista Monalisy Rodrigues, os principais tipos de manchas na pele se dividem entre as cores marrom, preta, branca, roxa e vermelha. As marrons abrangem condições como melanose ou mancha senil (possui ligação com o excesso da luz solar e surge mais no dorso das mãos, no colo e nas costas); fitofotodermatose (queimadura química provocada por frutas cítricas e Sol); e o melasma (com maior incidência na gravidez ou em mulheres que usam pílula anticoncepcional).

A especialista explica que cada tipo de mancha amarronzada possui processos terapêuticos específicos. "No caso da melanose, o paciente pode tratar as manchas por meio da criocirurgia, cauterização química, peelings químicos, procedimentos de dermoabrasão ou optar pelo uso de luz pulsada. Já para o tratamento da fitofotodermatose, o paciente deve lavar a área, hidratar a pele e aplicar o protetor solar. O melasma não tem cura, mas tem tratamento que pode ser feito por meio de cremes clareadores, pellings, laser, microagullhamento robótico e intradermoterapia. No geral, os pacientes que possuem qualquer uma destas manchas deve evitar a exposição excessiva ao Sol, principalmente nos horários entre 10h e 16h, fazer uso do filtro solar diariamente e de cremes hidratantes, mas sempre sob a orientação de um dermatologista", aconselha a médica.

Dentre as manchas de cor preta, Monalisy destaca o nevo, nevo melanocítico congênito e a queratose seborreica escura. Os nevos são pequenas pintas ou manchas de formato arredondado e regular, que podem ser planas ou elevadas, aparecendo nas primeiras décadas de vida de quase todas as pessoas. As queratoses ou ceratoses seborreicas são lesões de bordas irregulares, sobrelevadas e altas, com um aspecto verrucoso e superfície áspera, que pode se destacar ou descolar em decorrência de pequenos traumas. Estes três primeiros tipos de manchas não possuem caráter maligno, por isso, a retirada das mesmas depende dos anseios dos pacientes.

Já as manchas brancas podem representar a leucodermia solar ou sardas brancas, pitiríase versicolor ou pano branco (micose de praia) e vitiligo.  A leucodermia solar ou gutata corresponde a pequenas manchas esbranquiçadas na pele, com tamanho entre um e 10 mm, sendo causadas pela exposição excessiva aos raios ultravioleta. Já a pitiríase versicolor ou micose de praia é uma infecção de origem fúngica, que interfere na pigmentação normal da pele e acaba por gerar pequenas manchas espalhadas pelo corpo. O vitiligo, por sua vez, é uma doença com uma possível origem genética, mas que ainda não tem suas causas definidas. A doença leva ao aparecimento de manchas brancas na pele, principalmente, em locais como os órgãos genitais, cotovelos, joelhos, rosto, pés e mãos.

Para o tratamento da leucodermia, a dermatologista explica que além do uso do protetor solar, é possível fazer uso de lasers, crioterapia com nitrogênio líquido e dermoabrasão. Já para a recuperação de manchas causadas pelo pano branco, podem ser indicados cremes, loções ou xampus antifúngicos, mas em casos mais extremos, ainda podem ser receitados comprimidos para uso via oral. Para o vitiligo, mesmo não possuindo uma causa especifica, também possui tratamento que pode ser realizado por meio do uso da fototerapia por LED, aplicação de cremes e pomadas a base de corticoides e/ou imunomoduladores.

No grupo das manchas roxas se encontram os hematomas (causados por pequenos traumas, que provocam o rompimento de vasos sanguíneos da pele) e a purpura senil, que são petéquias ou equimoses, que aparecem no dorso, punhos, antebraços ou das mãos, em decorrência do afinamento da pele, sendo comum em pessoas idosas. "O tratamento de hematomas no primeiro momento se baseia no resfriamento da área com a ajuda de compressas frias, em alguns casos podem ser indicados cremes à base de arnica, heparina ou polissulfato de mucopolissacarídeo. Em casos mais graves, o tratamento destas lesões pode ser feito com o uso de aparelhos de LED, lasers, luz intensa pulsada e alguns ultrassons estéticos. Quanto a purpura senil, o tratamento para essas manchas tem o objetivo de tornar a pele mais espessa, sendo mais indicado o uso de hidratantes a base de Vitamina C e K para amenizar o quadro", orienta Monalisy Rodrigues.

Ainda existem os nevos rubi ou pintas de sangue que se enquadram no grupo de manchas vermelhas.  De origem genética, essas pintas são um agrupamento de pequenos vasos sanguíneos dilatados na superfície da pele. Este tipo de mancha não é maligno, porém o paciente pode optar pela retirada por motivos estéticos.

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