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Estado de Minas CIêNCIA

Cientistas estão prontos para clonar um cavalo de 40 mil anos

O experimento à la 'Jurassic Park' é um teste para a clonagem futura de um mamute congelado


postado em 05/09/2018 16:50 / atualizado em 05/09/2018 16:58

Cientistas russos e sul-coreanos estão preparando a clonagem de um cavalo congelado de 40 mil anos para, futuramente, trazerem à vida um mamute(foto: YouTube/Reprodução)
Cientistas russos e sul-coreanos estão preparando a clonagem de um cavalo congelado de 40 mil anos para, futuramente, trazerem à vida um mamute (foto: YouTube/Reprodução)
Cientistas da Rússia e da Coreia do Sul coletaram amostras de células de um bebê cavalo que teria vivido há 40 mil anos, na tentativa de clonar a espécie e trazê-la de volta à vida. Segundo os pesquisadores, o experimento com o potro macho seria um "primeiro passo" para que, em breve, sejam capazes de ressuscitar o extinto mamute da lama. A informação foi divulgada pelo jornal The Siberian Times.

A pesquisa está sendo conduzida na cidade russa de Yakutsk – considerada a mais fria do mundo – e busca por "células vivas" na carcaça congelada pelo permafrost (solo congelado do Ártico). As baixíssimas temperaturas mantiveram os restos mortais do cavalo, que tinha cerca de 20 dias de vida, em ótimas condições.

"Felizmente, os tecidos musculares do animal não foram danificados e estão bem preservados. Por isso conseguimos coletar ótimas amostras para a pesquisa em biotecnologia", comenta Semyon Grigoriev, do Museu Mammoth da Rússia, um dos responsáveis pela pesquisa, em entrevista para o Siberian Times.

Quem também está participando da empreitada, que lembra o filme Jurassic Park (1997), quando dinossauros foram trazidos à vida por meio da manipulação genética, é o sul-coreano Hwang Woo Suk, especialista em clonagem, que voou de Seul para liderar a busca por DNA do potro. "Se conseguirmos encontrar uma célula, faremos o melhor possível para clonar o incrível animal", diz Suk ao jornal.

Caso seja possível gerar o embrião, ele será inserido numa égua que é de uma espécie semelhante à da extinta raça lenskaya. Da mesma forma, quando os cientistas estiverem prontos para clonar o mamute, uma elefanta será usada como substituta do animal que viveu há cerca de 5,6 mil anos.

Mas, de acordo com o cientista sul-coreano, existem mais semelhanças entre o potro congelado de 40 mil anos e o cavalo moderno do que entre o mamute e o elefante. "Depois de criar o embrião clonado com o cavalo bebê, podemos facilmente introduzi-lo para a mãe substituta. Existem tipos de cavalos que são muito próximos da extinta espécie. Por outro lado, há uma distância muito grande entre o mamute antigo e o elefante", comenta Hwang Woo Suk. Ele lembra que se passou "um milhão de anos de evolução entre eles [elefante e mamute]".

A participação da Coreia do Sul na inovadora pesquisa russa não foi aleatória. Como mostra o The Siberian Times, a pesquisadora Hae Hyun Kim, que já está trabalhando no laboratório em Yakutsk, foi pioneira na obtenção de uma célula viva de um cachorro que foi congelado pelo dono após a morte do bichinho de estimação.

"A senhorita Kim foi a primeira a conseguir tirar uma célula viva de um tecido congelado. É algo muito difícil, porque a água cristaliza na célula e a destrói", esclarece Hwang Woo Suk.

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