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Concerto da Orquestra Sinfônica de MG destaca protagonismo feminino

Apresentação no Palácio das Artes integra a série Concertos da Liberdade e será regida pela maestra convidada Priscila Bomfim


postado em 09/03/2026 08:06 / atualizado em 09/03/2026 08:10

Maestra Priscila Bomfim(foto: Ana Clara Miranda/Divulgação)
Maestra Priscila Bomfim (foto: Ana Clara Miranda/Divulgação)
A Orquestra Sinfônica de Minas Gerais (OSMG) apresenta, nesta quarta-feira (11), às 20h, um concerto dedicado a grandes obras do repertório sinfônico. Sob regência da maestra convidada Priscila Bomfim, o programa integra a série Concertos da Liberdade e será realizado no Grande Teatro Cemig do Palácio das Artes, em Belo Horizonte. Os ingressos custam R (inteira) e R (meia-entrada) e podem ser adquiridos na bilheteria do Palácio das Artes ou pela plataforma Sympla.

O destaque da noite é “Romeu e Julieta – Abertura-Fantasia”, do compositor russo Piotr Ilitch Tchaikovsky (1840–1893), obra inspirada na tragédia de William Shakespeare. A composição traduz em linguagem sinfônica os conflitos e a intensidade dramática da história, alternando momentos de serenidade, confronto e paixão.

Em celebração ao mês das mulheres, o concerto se inicia com “Abertura”, da compositora polonesa Gra%u017Cyna Bacewicz (1909–1969), cuja escrita é marcada por energia e virtuosismo técnico. Na sequência, será apresentada a “Sinfonia Concertante em Si bemol Maior”, do austríaco Joseph Haydn (1732–1809), obra que estabelece um diálogo entre a orquestra e instrumentos solistas.

A interpretação contará com o quarteto formado por musicistas da OSMG — Karine Oliveira (violino), Juliana Santos (fagote) e Talita Capra (oboé) — e pela solista convidada Elise Pittenger (violoncelo). O programa inclui ainda “O Capricho Espanhol”, do russo Nikolai Rimsky-Korsakov (1844–1908), composição conhecida pelo uso de ritmos vibrantes inspirados na tradição espanhola e pela valorização do virtuosismo individual dos músicos.

O concerto será encerrado com a execução de “Romeu e Julieta – Abertura-Fantasia”, em que Tchaikovsky transforma em música elementos centrais da narrativa de Shakespeare, como a serenidade religiosa associada ao Frei Lourenço, os conflitos entre as famílias Capuleto e Montéquio e a intensidade trágica do amor entre os protagonistas.

Segundo a regente, o programa foi concebido para valorizar a riqueza do repertório sinfônico e destacar o protagonismo feminino no concerto. “A apresentação evidencia o brilhantismo técnico da OSMG e, dentro da celebração destas grandes obras, o protagonismo feminino emerge como um fio condutor essencial. Essa centralidade das mulheres é revelada na liderança da regência, na força da composição de Bacewicz, no solismo das instrumentistas e como fonte de inspiração para as obras. O encontro une a reafirmação do espaço da mulher na música à monumentalidade de um repertório que se mantém vigoroso, independentemente do tempo”, afirma. 

Maestra Priscila Bomfim

Natural de Braga, em Portugal, Priscila Bomfim construiu uma trajetória marcada pelo pioneirismo no cenário musical brasileiro. Ela se tornou a primeira mulher a reger em uma temporada oficial de ópera do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Com formação acadêmica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde se graduou com honras e obteve os títulos de mestre em piano e bacharel em regência orquestral, a maestra atua tanto em grandes produções líricas quanto em projetos de impacto social. Entre eles está a regência da Orquestra Sinfônica Juvenil Chiquinha Gonzaga, formada exclusivamente por alunas da rede pública do Rio de Janeiro.
 
Concertos da Liberdade – "Romeu e Julieta", de Tchaikovsky
Data: 11 de março de 2026 (quarta-feira)
Horário: 20h
Local: Grande Teatro Cemig Palácio das Artes (Avenida Afonso Pena, 1537, Centro – Belo Horizonte)
Classificação indicativa: 10 anos 

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