
As atividades acontecem entre os dias 19 e 21 de março, em diferentes espaços culturais da capital: o MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal, a sede do Instituto Abra Palavra — onde funciona a ELENA — e a Livraria do Belas Artes. A proposta é ampliar o alcance da narração artística e promover encontros que valorizem a oralidade como patrimônio cultural vivo.
Segundo a gestora cultural e contadora de histórias Aline Cântia, fundadora do Instituto Abra Palavra — primeiro pontão de literatura brasileiro dedicado a fomentar a literatura e a leitura por meio de práticas e iniciativas, entre elas a própria ELENA —, a edição deste ano busca expandir a programação para além da escola.
“Nesta edição, decidimos estender para além da ELENA, com a intenção de celebrar, partilhar e expandir a narração artística para outros equipamentos do Circuito Liberdade, que acolheram e apoiaram a iniciativa. Ao ocupar diferentes espaços culturais da cidade, a Semana do Contador de Histórias reafirma a oralidade como patrimônio vivo, fortalecendo redes, ampliando públicos e promovendo o encontro entre tradição e contemporaneidade”, comenta.
Criado em 1991, na Suécia, o Dia Internacional do Contador de Histórias tem como objetivo promover a arte de narrar histórias em todo o mundo. Em Belo Horizonte, o Instituto Abra Palavra já realizou três edições do evento, em 2023, 2024 e 2025, e agora prepara a quarta edição da iniciativa. “A arte de contar histórias é uma prática milenar que vem, ao longo dos séculos, mantendo viva a cultura, a memória e as tradições dos diferentes povos e, ao mesmo tempo se firmando, cada vez mais, como linguagem artística contemporânea”, diz Aline Cântia.
Programação
A programação começa na quinta-feira (19), às 19h, no MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal (Praça da Liberdade, 680), com a roda de conversa “Encontro com Mestres da Cultura Oral”. O encontro reúne griôs, contadores de histórias e guardiões das tradições orais mineiras para discutir as relações entre narração oral, música e manifestações culturais como Congado, Folia de Reis e Catopês, além de refletir sobre estratégias para manter viva a tradição oral na era digital. A mediação será de Babilak Bah, com participação de Chica Reis e Cristiane Moreira.
Na sexta-feira (20), às 19h, a programação segue na ELENA, no bairro Funcionários, com a roda de conversa “Causos, Lendas, Narrativas Ancestrais e os Narradores de Histórias”. O debate destaca o papel dos contadores de causos e mestres da cultura oral mineira, percorre lendas tradicionais e outras narrativas populares e discute as histórias compiladas em livros e presentes nas bibliotecas. A mediação será de Bárbara Amaral, com participação de Rodrigo Teixeira e Sandra Lane.
Às 20h30, no mesmo local, acontece uma Roda de Histórias com alunos da ELENA, convidando participantes e público a ouvir e compartilhar narrativas em celebração ao Dia do Contador de Histórias.
A programação se encerra no sábado (21), na Livraria do Belas Artes, no bairro Lourdes. Às 15h, acontece a roda de conversa “Oralidade Mineira como Patrimônio Cultural”, que aborda conceitos e diretrizes sobre patrimônio imaterial na cultura mineira, além de discutir estratégias de registro e salvaguarda das tradições orais em Minas Gerais e a memória coletiva presente nas narrativas dos sertões, montanhas e vilarejos. A mediação será de Andressa Gonçalves, com participação de Rosália Diogo e Steffane Santos.
Às 20h, no mesmo local, a roda de conversa “Convergências entre Sarau, Slam e Narração Artística” reúne Nívea Sabino e Samuel Medina, sob mediação de Rogério Coelho, propondo um diálogo entre diferentes linguagens da palavra falada e performada.
Todas as atividades têm entrada gratuita. Mais informações sobre a programação podem ser consultadas nos perfis @elena.escolalivre e @institutoabrapalavra no Instagram.