
De acordo com o comunicado, a despedida será realizada das 10h às 12h na Quadra da Escola de Samba Unidos dos Guaranis, na Rua Ariná, 285, no bairro São Cristóvão, na Pedreira Prado Lopes, onde a artista cresceu.
“Será um tempo de união, oração e homenagem a essa mulher que marcou tantas vidas com sua voz, seu abraço e sua alegria de viver”, diz o texto compartilhado no Instagram. “Que cada gesto de carinho seja também um agradecimento por tudo o que ela nos deixou”, finaliza.
O sepultamento da sambista será restrito aos familiares.
Aneurisma cerebral
A morte da artista, na segunda-feira (2), foi confirmada também através das redes sociais da cantora. Adriana havia sofrido um aneurisma cerebral após passar mal na noite de sábado (28), em casa. De acordo com informações compartilhadas em sua página oficial no Instagram, a cantora sofreu um desmaio e foi levada à UPA, sendo posteriormente transferida ao Hospital Odilon Behrens.
Após exames, foi constatado um aneurisma cerebral, que provocou uma hemorragia de grande extensão. A artista ficou internada, em coma, entubada e sob cuidados intensivos. Segundo os médicos, o quadro era gravíssimo e irreversível.
“Adriana foi muito mais do que uma grande voz do samba. Foi abraço largo, sorriso fácil, coração generoso e uma alegria de viver que iluminava todos ao seu redor. O samba sentirá profundamente sua ausência, mas não apenas ele. Sentirão falta todos que um dia receberam seu carinho, sua escuta atenta e seu caloroso abraço”, disse o comunicado de sua morte no Instagram.
“Sua presença ficará eternamente em nossos corações e também registrada nas plataformas onde compartilhou sua arte, permitindo que sua voz continue ecoando e tocando vidas para sempre”.
Carreira
Um dos principais nomes do samba mineiro, Adriana cresceu na Pedreira Prado Lopes, um dos berços do gênero em Belo Horizonte. Formada em oficinas de dança afro e teatro ministradas dentro da comunidade, começou sua carreira solo em 2020 e lançou, no ano seguinte, o primeiro álbum, “Minha Verdade”. Em 2025, lançou seu segundo trabalho, “3 Jorges”, ao vivo, com regravações em homenagem a Jorge Aragão, Seu Jorge e Jorge Ben Jor.
Ao longo de sua trajetória, Adriana se apresentou em eventos importantes, como a Virada Cultural de BH, o Festival Sensacional e o Carnaval de Belo Horizonte. Ela também dividiu o palco com artistas nacionais como Diego Nogueira, Leci Brandão, Arlindinho, Fabiana Cozza e Jorge Aragão.
Antes da carreira solo, fez parte do grupo Simplicidade Samba, junto do sambista Evaldo Araújo, com quem era casada. Com o grupo, e também em carreira solo, fez várias apresentações no Bar da Cacá, tradicional roda de samba aos domingos no Bairro São Paulo.