
A proposta reúne artistas de diferentes gerações e linguagens, em apresentações curtas que dialogam com a trajetória do teatro e com suas experiências individuais. Estão na programação nomes como o Grupo de Dança Primeiro Ato, a coreógrafa Dudude, a bailarina Guidá, a artista drag Carambola e a Cia. Fusion de Danças Urbanas.
“O encerramento das comemorações dos 60 anos do Teatro Marília marca um momento importante de reconhecimento da trajetória desse equipamento cultural na cidade. Ao longo de seis décadas, o Marília se consolidou como um território de experimentação artística, aberto a diferentes linguagens e gerações de artistas. Esta programação reforça o compromisso da Prefeitura de Belo Horizonte com a valorização da memória cultural e com a continuidade das políticas públicas voltadas para as artes e para o acesso da população à cultura", destaca a presidenta da Fundação Municipal de Cultura, Bárbara Bof.
As apresentações foram concebidas como uma forma de ativar a memória do espaço, reunindo obras que atravessam diferentes momentos da dança em Minas Gerais. Cada artista convidado apresenta cenas de até 10 minutos, propondo um diálogo entre corpo, história e arquitetura.
O Grupo de Dança Primeiro Ato abre a noite com “Como Água”, espetáculo que reflete sobre o tempo e suas transformações. Com direção de Suely Machado, a montagem aposta em uma narrativa não linear para explorar a relação entre corpo e natureza.
Em seguida, Dudude apresenta “História que TRANS-FORMA”, trabalho que revisita sua trajetória na dança a partir de fragmentos de memória, construindo uma cena que articula experiência pessoal e permanência artística.
A bailarina e pesquisadora Guidá leva ao palco “Experimentos”, performance que parte de impulsos e referências ligadas às tradições das danças negras, criando uma experiência sensorial que articula identidade, ancestralidade e coletividade.
A programação inclui ainda a participação da Comunidade do Soul, coletivo que propõe um baile inspirado nas discotecas de black music das décadas de 1970, 1980 e 1990, e da artista drag Carambola, que apresenta “Um Vogue Por Dia”, performance que dialoga com a cultura ballroom e o universo do vogue.
Encerrando a noite, a Cia. Fusion de Danças Urbanas apresenta “Jega”, espetáculo dirigido por Leandro Belilo que aborda, por meio da dança breaking, a realidade do sistema prisional a partir da perspectiva de um jovem em privação de liberdade.
As celebrações pelos 60 anos do Teatro Marília tiveram início em abril do ano passado e integram a programação do Circuito Municipal de Cultura, realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, em parceria com o Instituto Odeon. Inaugurado em 1964, o Teatro Marília se consolidou como um espaço voltado à experimentação e à formação de novas gerações de artistas, especialmente nas áreas de teatro e dança.
Serviço
Terça da Dança | “Danças para o Marília”
Terça da Dança | “Danças para o Marília”
Quando. Dia 28 de abril (terça-feira), às 19h
Onde. Teatro Marília - Av. Prof. Alfredo Balena, 586 - Santa Efigênia
Quanto. Gratuito. Ingressos retirados no site Sympla
Classificação. Livre
Duração. 10 minutos (cada apresentação)