Estado de Minas DIREITOS DOS ANIMAIS

Câmara aprova projeto que proibe venda de animais no Mercado Central

Projeto de Lei proíbe o comércio de animais vivos em vias públicas, logradouros, espaços abertos, locais de grande fluxo turístico e outros ambientes.


postado em 12/08/2026 08:41 / atualizado em 12/08/2026 09:03

As regras abrangem não apenas cães e gatos, mas também coelhos, roedores, aves e outros animais exóticos previstos nas normas do Ibama(foto: Paulo SP/ Wikimedia)
As regras abrangem não apenas cães e gatos, mas também coelhos, roedores, aves e outros animais exóticos previstos nas normas do Ibama (foto: Paulo SP/ Wikimedia)
A venda de animais no Mercado Central de Belo Horizonte pode estar com os dias contados. A Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou, em definitivo, o Projeto de Lei 179/2025, que estabelece regras mais rígidas para a reprodução e a comercialização de animais domésticos na capital. A proposta recebeu 33 votos favoráveis em plenário.

Entre as principais mudanças está a proibição da venda de animais vivos em vias públicas, logradouros, espaços abertos, locais de grande fluxo turístico e ambientes tradicionalmente destinados à exposição cultural e gastronômica. Na prática, a medida pode colocar fim à comercialização de animais no Mercado Central.

O texto, de autoria do vereador Osvaldo Lopes (Podemos), determina ainda que a reprodução e a venda de animais domésticos sejam realizadas somente por canis, gatis e criadouros regularmente cadastrados e licenciados pela Prefeitura de Belo Horizonte.

As regras abrangem não apenas cães e gatos, mas também coelhos, roedores, aves e outros animais exóticos previstos nas normas do Ibama.

Os estabelecimentos autorizados também deverão cumprir uma série de exigências relacionadas ao bem-estar animal, como identificação por microchip, vacinação e vermifugação. O comprador deverá receber ainda material com informações sobre adoção, guarda responsável, alimentação, higiene e cuidados com a saúde do animal.

Outra previsão é que a comercialização respeite as normas sanitárias, ambientais e de bem-estar animal determinadas pelo município, podendo ser gradualmente substituída por feiras de adoção promovidas ou autorizadas pelo poder público.

A mudança, porém, ainda não está valendo. Após a aprovação em segundo turno na Câmara, o projeto precisa ter sua redação final aprovada e seguirá para sanção ou veto do Executivo municipal.

A discussão sobre a venda de animais no Mercado Central já mobiliza defensores da causa animal há anos e voltou ao centro do debate com a votação.

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