
Em 2 de setembro de 1976, a Lei Estadual nº 6.862 estabeleceu a criação da OSMG. A primeira apresentação do grupo aconteceria pouco mais de um ano depois, em 16 de setembro de 1977.
As cinco décadas de história ajudam a explicar a escolha do repertório do concerto. O espetáculo tem início com a “Abertura” da ópera “La Clemenza di Tito”, de Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791), compositor presente desde a apresentação inaugural da OSMG.
Uma das últimas óperas escritas pelo austríaco, “La Clemenza di Tito” foi composta em 1791 por encomenda para a coroação do imperador Leopoldo II como Rei da Boêmia.
A ligação entre o concerto de aniversário e a estreia da orquestra continua com Heitor Villa-Lobos (1887-1959), outro compositor que integrou o primeiro programa da OSMG. Desta vez, serão executados três movimentos da “Sinfonietta nº 1 (à memória de Mozart)”.
Composta em 1916 e estreada em 1922, a obra homenageia Mozart e encontra inspiração nos ritmos e temas da abertura de “A Flauta Mágica”. A ópera do compositor austríaco também faz parte da história da OSMG e foi interpretada pelo corpo artístico em montagens realizadas em 1984, 1991, 2006 e 2022.
O repertório passa ainda pela produção musical de Minas Gerais com a “Abertura em Ré Maior”, de João de Deus Castro Lobo (1794-1832). Nascido em Vila Rica, atual Ouro Preto, o padre, maestro e compositor tornou-se um dos nomes da música sacra produzida em Minas no período colonial. Sua produção reúne influências da ópera italiana e características do Classicismo e do Romantismo.
O encerramento fica a cargo da “Sinfonietta Seconda ‘Carnevale’”, de Ernani Aguiar. Dividida em quatro movimentos — Samba, Frevo, Marcha Rancho e Escola de Samba —, a composição leva ritmos e danças do carnaval brasileiro para a escrita sinfônica e prevê, em sua parte final, a participação do público.
Composta em 2002, a obra é dedicada à musicista e artista plástica Dalva Duarte (1938-2023), esposa do maestro Roberto Duarte, que encomendou e revisou a peça. Ernani Aguiar também mantém uma relação anterior com a OSMG: sua ópera “Aleijadinho” foi produzida pela Fundação Clóvis Salgado e interpretada pela orquestra junto aos demais corpos artísticos da instituição em 2022.
Cinco décadas de música
Ao longo dos 50 anos, a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais construiu uma atuação que inclui concertos, óperas e balés, além de apresentações em teatros, espaços culturais e ambientes ao ar livre.
Em 2013, a OSMG foi reconhecida como Patrimônio Histórico e Cultural de Minas Gerais. Em 2024, recebeu o 21º Prêmio Rádio MEC, na categoria Melhor Intérprete de Música Clássica, pela execução de “Teotihuacan”, obra do compositor mineiro Andersen Viana, apresentada em 2023.
O concerto de aniversário será regido por Roberto Duarte, que já esteve à frente da OSMG como maestro convidado. Professor de regência e prática de orquestra na Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o maestro também é membro da Academia Brasileira de Música.
Serviço
Concertos da Liberdade apresenta: OSMG 50 anos
Data: 2 de setembro (quarta-feira)
Horário: 20h
Local: Grande Teatro Cemig Palácio das Artes (Av. Afonso Pena, 1537, Centro – Belo Horizonte)
Classificação Indicativa: 10 anos
Ingressos: R$ 15 (meia-entrada) e R$ 30 (inteira)