
Em Minas Gerais, o avanço foi ainda mais expressivo, superando a média nacional. O estado contabilizou 2.375.841 veículos vendidos em 2025, alta de 22,4% frente ao ano anterior. Apenas em dezembro, foram 208.243 unidades comercializadas, com média diária de 10.960 transações, um crescimento de 37,2% na comparação com o mesmo mês de 2024.
Belo Horizonte também apresentou forte desempenho. A capital mineira registrou 667.180 vendas de seminovos ao longo do ano, avanço de 28,9% em relação a 2024. Em dezembro, foram negociados 52.819 veículos, aumento de 27,7% na comparação anual, com média diária de 2.780 unidades.
Entre os modelos mais comercializados em Minas Gerais, o Volkswagen Gol liderou o ranking, com 11.307 unidades vendidas, seguido pelo Fiat Palio (7.711) e pelo Fiat Uno (7.018). Em Belo Horizonte, o Fiat Palio ocupou a primeira posição, com 1.863 unidades, seguido pelo Volkswagen Gol (1.830) e pelo Volkswagen Polo (1.519).
Para o presidente da Assovemg (Associação dos Revendedores de Veículos do Estado de Minas Gerais), Glenio Junior, os números refletem a consolidação do setor. “Encerrar dezembro superando toda a série histórica de desempenho do setor demonstra a maturidade do mercado e o comprometimento de todos os elos da cadeia automotiva. Fechamos 2025 celebrando dois marcos importantes: o recorde nacional de vendas e os 30 anos da Assovemg, com ainda mais representatividade e união do segmento. Os números nos enchem de orgulho e sinalizam um 2026 ainda mais promissor”, afirma.
Ainda neste cenário de otimismo, o setor já projeta novos encontros para fortalecer o mercado em 2026. Um dos destaques é o 3º Congresso Automotivo da Assovemg, marcado para os dias 23 e 24 de maio, no Expominas. O evento deve reunir revendedores, especialistas e autoridades para uma programação voltada à capacitação, inovação e networking.
As perspectivas macroeconômicas também sustentam o clima positivo para 2026. O reajuste do salário mínimo para R$ 1.621, com aumento de 6,79%, somado à isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil, deve injetar cerca de R$ 110 bilhões na economia ao longo do ano, segundo estimativas do Ministério do Trabalho.
Apesar da manutenção recente da taxa Selic em 15%, economistas consultados pelo Boletim Focus projetam queda gradual dos juros ao longo de 2026, com expectativa de encerramento do ano em torno de 12%. A próxima reunião do Copom está prevista para os dias 27 e 28 de janeiro.
As projeções de inflação também indicam desaceleração. O IPCA tem estimativa de 4,10% para 2026. Para o Produto Interno Bruto (PIB), o mercado mantém expectativa de crescimento de 1,80% no próximo ano. Já o câmbio deve permanecer estável, com o dólar projetado em R$ 5,50 para 2026, 2027 e 2028.