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Foliões devem gastar até R$ 150 com fantasias no carnaval, aponta CDL/BH

Levantamento aponta preferência por blocos de rua e estima gasto médio de R$ 70 por dia com bebidas durante a folia


postado em 06/02/2026 07:43 / atualizado em 06/02/2026 07:45

Segundo a pesquisa, 58,1% dos entrevistados pretendem participar de blocos de rua durante o período carnavalesco(foto: Divulgação/PBH)
Segundo a pesquisa, 58,1% dos entrevistados pretendem participar de blocos de rua durante o período carnavalesco (foto: Divulgação/PBH)
Às vésperas de mais uma edição do carnaval de Belo Horizonte, os blocos de rua seguem como principal escolha dos foliões e ajudam a movimentar diferentes setores da economia local. É o que aponta levantamento da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), realizado entre os dias 14 e 16 de janeiro com 200 consumidores da capital.

Segundo a pesquisa, 58,1% dos entrevistados pretendem participar de blocos de rua durante o período carnavalesco. Os pré-carnavais gratuitos e ensaios de blocos aparecem em seguida, com preferência de 48,8% do público. Eventos privados e festas fechadas foram citados por 14% dos participantes, mesmo percentual registrado pela programação infantil, como matinês e bloquinhos para crianças. Já os pré-carnavais pagos foram mencionados por 11,6%, enquanto a programação pós-carnaval aparece com 7% das intenções. Desfiles de escolas de samba somam 4,7%.

O levantamento também indica que o folião belo-horizontino pretende equilibrar diversão e orçamento. Os gastos com fantasias e adereços devem variar entre R$ 100 e R$ 150, com predominância das compras em lojas físicas. Durante a festa, a estimativa é de que o consumo com bebidas alcance cerca de R$ 70 por dia.

Na avaliação do presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva, o comportamento do consumidor reflete a busca por experiências acessíveis. “Para o comércio, é um período importante, especialmente para lojistas de rua e pequenos empreendedores”, disse.

Entre os canais de compra, os vendedores ambulantes aparecem como protagonistas: 67,4% dos entrevistados afirmaram adquirir produtos diretamente com esse público. Para Souza e Silva, a profissionalização do setor ao longo dos anos tem contribuído para a qualidade do atendimento e para a geração de renda temporária. .

Além de fantasias, itens ligados ao conforto e à proteção ganham destaque entre as compras dos foliões. Protetor solar lidera a lista, citado por 51,2% dos entrevistados, seguido por garrafas ou copos reutilizáveis (41,9%), maquiagem (39,5%) e acessórios como tiaras, brincos e óculos (23,3%). Também aparecem capa de chuva e itens relacionados ao clima, além de produtos de higiene, como álcool em gel e lenços umedecidos, e acessórios para guardar pertences, como pochetes e porta-documentos.

No consumo de bebidas, a água é a mais mencionada, com 72,1% das respostas, seguida pela cerveja (62,8%). Refrigerantes e destilados aparecem com 25,6% cada, enquanto energéticos e sucos foram citados por 16,3%. Outras bebidas, como catuaba, vinho e água de coco, tiveram menor participação.

O levantamento mostra ainda que o pagamento à vista deve prevalecer durante a folia. O PIX lidera as formas de pagamento, com 27,9% da preferência, seguido pelo cartão de débito (25,6%). Compras à vista no crédito e pagamentos em dinheiro aparecem com 18,6% cada, enquanto o parcelamento no cartão foi citado por 7%.

Em relação aos locais da festa, a Região Central continua como principal polo do carnaval belo-horizontino, escolhida por 32,6% dos entrevistados. Os blocos de bairro aparecem logo atrás, com 27,9%, enquanto 34,9% afirmaram não ter preferência por região.

O estilo musical e as atrações lideram os fatores que influenciam a escolha dos blocos, apontados por 41,9% dos participantes. A companhia de amigos ou familiares aparece em segundo lugar, com 32,6%, seguida pela segurança, mencionada por 27,9%. Experiências anteriores positivas, tradição ou identidade do bloco, facilidade de acesso e gratuidade também foram lembradas como critérios relevantes.

Para chegar aos eventos, o transporte por aplicativos é o meio mais citado, com 41,9% das respostas. O transporte público, incluindo ônibus e metrô, foi mencionado por 27,9%, enquanto 11,6% pretendem utilizar carro próprio e 4,7%, motocicleta.

Apesar da avaliação positiva do carnaval, os foliões também apontam desafios. Entre os aspectos considerados positivos estão as atrações (30,2%); diversidade de blocos (27,9%); conhecer pessoas novas (25,6%); ser um evento aberto ao público (18,6%); eventos descentralizados (14%); clima de festa/alegria (9,3%); segurança (9,3%); organização e infraestrutura do evento (7%); valorização da cultura brasileira (7%);  bebidas (2,3%); evento dentro da cidade (2,3%); movimentar a economia (2,3%). 

Já entre os negativos, os entrevistados apontaram pouca segurança no evento (18,6%); consumo de álcool em excesso pelos foliões (14%); falta de transporte público nos locais de evento (14%); pouco número de banheiros (14%); multidões e aglomerações (11,6%); brigas (9,3%0; trânsito ou congestionamento (9,3%); alto volume de lixo nas ruas (9,3%); assédio sexual (7%) e roubos ou furtos (7%).

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