Estado de Minas ECONOMIA

Quase 100% dos empresários veem impacto positivo do carnaval em BH

Pesquisa da CDL aponta aumento da confiança no setor; gasto médio do folião pode chegar a R$ 109,96 por dia e rede hoteleira projeta alta nas diárias


postado em 04/02/2026 07:44 / atualizado em 04/02/2026 07:50

O levantamento aponta que quatro em cada dez estabelecimentos comerciais são diretamente impactados pela presença dos blocos de rua(foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)
O levantamento aponta que quatro em cada dez estabelecimentos comerciais são diretamente impactados pela presença dos blocos de rua (foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)
O carnaval de Belo Horizonte deve impulsionar o comércio, os serviços e o turismo na capital em 2026. Pesquisa da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) indica que 98,9% dos empresários desses setores avaliam a festa como positiva para os negócios, índice superior ao registrado no ano passado, quando 66,67% demonstravam otimismo.

Segundo o levantamento, 95,59% dos entrevistados afirmaram ter expectativa favorável em relação aos impactos econômicos da folia neste ano. A pesquisa ouviu 272 empresários entre os dias 5 e 19 de janeiro de 2026.

Para o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva, o resultado reflete a consolidação do carnaval como um importante fator econômico para a cidade. “Os números mostram que o carnaval de Belo Horizonte deixou de ser apenas uma manifestação cultural e passou a ocupar um papel estratégico no calendário econômico da capital. O empresariado reconhece esse potencial e se prepara cada vez mais para atender à demanda gerada pela festa”, afirma.

O levantamento também aponta que quatro em cada dez estabelecimentos comerciais são diretamente impactados pela presença dos blocos de rua. A expectativa é que os foliões gastem, em média, R$ 109,96 por dia em itens como bebidas alcoólicas e não alcoólicas, alimentação, vestuário e adereços.

Entre os produtos com maior procura aparecem bebidas não alcoólicas (34,94%), bebidas alcoólicas (34,14%), lanches e refeições (24,5%), vestuário (24,1%) e adereços (17,27%). Também são citados itens como glitter e purpurina, fantasias, maquiagem, calçados, tinta spray para cabelo e instrumentos musicais.

Na avaliação de Souza e Silva, o valor médio gasto durante a festa evidencia a importância do evento para a atividade econômica. “O consumo do folião vai muito além da diversão. Ele movimenta bares, restaurantes, lojas de vestuário, acessórios e diversos outros segmentos, o que reforça a importância de um planejamento adequado por parte dos lojistas”, destaca.

Quanto às formas de pagamento, a maioria dos empresários aponta a preferência pelo cartão de crédito à vista, citado por 34,6% dos entrevistados, seguido pelo PIX (32,4%), parcelamento no cartão de crédito (27,6%) e cartão de débito (5,4%). Entre os consumidores que optam pelo parcelamento, a divisão costuma ocorrer em até quatro parcelas.

Ainda segundo a pesquisa, 13% dos lojistas pretendem realizar promoções específicas para o período e 4,8% planejam contratar funcionários temporários. “Embora a porcentagem de empregos temporários seja pequena, ela revela que o carnaval impacta positivamente o mercado de trabalho”, observa o dirigente.

Já no setor hoteleiro, os empresários estimam permanência média de quatro diárias durante o período carnavalesco, com gasto total de R$ 2.421,91 por visitante. O levantamento aponta crescimento de 20,7% no tíquete médio das diárias em comparação com o ano passado, chegando a R$ 605,48 em 2026.

Para o presidente da CDL/BH, o aumento reforça a consolidação de Belo Horizonte como destino turístico no carnaval. “O aumento da ocupação e do valor das diárias comprova que Belo Horizonte se consolidou como destino turístico no carnaval, atraindo visitantes de diversas regiões de Minas Gerais, do Brasil e do mundo. No ano passado, pesquisa da Embratur revelou que o nosso carnaval foi um dos cinco mais procurados por turistas estrangeiros”, afirma.

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