
A curadoria reúne diferentes estilos, de espumantes a tintos mais estruturados, evidenciando a diversidade que marca a produção local. Nos últimos anos, Minas Gerais tem se firmado como uma das regiões mais promissoras do país, impulsionada pela técnica da dupla poda, que permite a colheita no inverno e favorece a maturação das uvas em condições mais secas.
O resultado são vinhos com maior concentração aromática, acidez equilibrada e complexidade. Embora recente em comparação a regiões tradicionais, a produção mineira já reúne dezenas de vinícolas e acumula premiações em concursos nacionais e internacionais.
Na carta do Rex Bibendi, os espumantes se destacam pelo frescor e precisão técnica, com perlage fino e notas que vão de frutas brancas a toques de panificação e manteiga. Já entre os brancos, a ênfase está na expressão aromática, com rótulos que exploram frutas tropicais, cítricas e nuances herbais, refletindo as características climáticas das regiões de altitude.
Os rosés e tintos mais leves reforçam a versatilidade à mesa, enquanto a uva Syrah aparece como protagonista entre os tintos, adaptada ao terroir mineiro e marcada por taninos macios, especiarias e boa acidez. “A ideia foi construir uma carta que mostre que Minas consegue transitar entre diferentes estilos com identidade própria”, afirma Pablo Teixeira, proprietário do restaurante.
Rótulos mais estruturados também integram a seleção, com vinhos que apresentam maior profundidade aromática, presença de frutas negras e influência equilibrada da madeira, apontando para um potencial crescente de guarda e sofisticação.
A proposta do restaurante inclui ainda a harmonização entre vinhos e pratos do cardápio. Preparos mais leves, como tataki de atum com molho ponzu e laranja-bahia, encontram nos brancos e espumantes um contraponto de frescor, enquanto opções mais intensas, como croquete de pato ou cubos de filé com molho roti e queijo azul, se alinham a tintos de maior estrutura. “Cada prato foi pensado para conversar com os vinhos, respeitando textura, acidez e intensidade”, explica Jana Barrozo, chef da casa.
A seleção da adega segue critérios técnicos e sensoriais, priorizando rótulos que expressem frescor, equilíbrio e tipicidade. “Minas vive um momento muito particular. Há uma consistência crescente na produção, e isso permite trabalhar com vinhos que têm identidade e qualidade cada vez mais evidentes”, observa Dulce Ribeiro, responsável pela curadoria. Segundo ela, o restaurante mantém sempre ao menos uma opção de vinho mineiro servida em taça.
Além da carta fixa, o Rex Bibendi também aposta nos chamados “flights” semanais, experiências de degustação guiada organizadas em sequências de taças. A proposta é permitir ao cliente comparar diferentes uvas, métodos e estilos, destacando nuances que podem passar despercebidas em degustações isoladas.
Os temas variam a cada semana e podem incluir, eventualmente, rótulos mineiros, conforme a disponibilidade da adega. A programação é divulgada nas redes sociais do restaurante.
Rex Bibendi
R. Antônio de Albuquerque, 917 - Funcionários
Funcionamento: Terça a Sexta: 18h às 23h | Sábado: 12h às 23h |
Domingo: 12h às 16h
@orexbibendi