
“A gente queria um rótulo que fosse democrático, que coubesse em várias ocasiões. Não o mais chique ou mais caro, mas, sim, um vinho sobre essa partilha à mesa. É um tinto que vem com uma série de significados. A partir dele, a gente vai começar a falar desses cinco anos de Pacato”, diz o chef.
Oriundo da vinícola gaúcha Arte Viva, o Travessia (R$ 218) reúne sete variedades de uvas que compõem o blend de safras da Marselan, Montepulciano, Syrah, Malbec, Alicante Bouschet, Cabernet Sauvignon e Tannat. Segundo o sommelier Elton Greve, é um tinto leve, despretensioso e versátil, ideal para acompanhar a diversidade do cardápio da casa.
Caio conta que haverá uma série de eventos até outubro, quando a casa completa oficialmente meia década de existência. “Vamos ter um menu comemorativo com pratos antigos que vão voltar, além de participações especiais de ex-funcionários e clientes que estão conosco desde o começo. Acho que é um marco importante e a gente queria comemorar”, adianta.

Para começar, o Ossobuco de porco (R$ 115) já traz na concepção a ideia de resgate da história do restaurante. O corte, regado a glace de jabuticaba, vem acompanhado de “Isso não é um risoto”, preparação que traz o milho verde feito com técnica de risoto e que fazia parte do menu quando o Pacato abriu. “Para mim, era a opção vegetariana perfeita, sabe? E eu nunca quis colocar carne nele por isso”. Mas, na travessia do tempo, ele reconsiderou.
A primeira opção de proteína animal pensada para compor o prato foi o polvo. No entanto, Caio lembra que se recordou do ossobuco que fez no tradicional restaurante Alma, na primeira vez em que cozinhou no Festival de Gastronomia de Tiradentes. “Ele vinha acompanhado de aligot, ideia do (chef Felipe) Rameh, na época. A gente serviu 220 pratos! Eu ia dormir e minha mão ficava girando assim”, diverte-se, ao relembrar o movimento circular e contínuo característico da receita francesa. O corte suíno, diga-se, ornou muito bem na cama vegetariana. E o restante da história virou 'causo' para contar.
Outra receita do novo menu é o Polvo na brasa, risoni e coalhada (R$ 165). “Começamos a usar pontualmente os produtos de mar este ano no Pacato. Este prato está interessante porque fazemos uma brincadeirinha de polvo e porco; este último vem no caldo do risoni que acompanha a receita, o que resultou numa complexidade bem legal.” Por último, um vegetariano, o Arroz de tomate, palmito e abóbora (R$ 95). “Usamos o pomodoro defumado, Ficou bem potente”, finaliza o chef.
Vale ressaltar que o menu degustação da casa, que era fixo, agora permite escolher o prato principal entre as opções à la carte.

Pacato
Rua Rio de Janeiro, 2735 – Lourdes, Belo Horizonte
Menu Estado de Brasa: até 22 de setembro de 2026
Instagram: @pacatorestaurante