Publicidade

Estado de Minas TENDÊNCIA

Mundo da moda aposta em durabilidade e minimalismo para este ano

Consumo sustentável, peças curinga e tecidos naturais foram os destaques nas mais recentes fashion weeks


postado em 09/02/2021 23:43

Peças da Givenchy (esq.) e Versace apresentadas recentemente(foto: Divulgação)
Peças da Givenchy (esq.) e Versace apresentadas recentemente (foto: Divulgação)
Nos últimos meses nossos excessos ficaram evidentes. Com os olhos voltados para o ambiente familiar e encarando o desafiador contexto de isolamento, alguns itens se tornaram obsoletos. Acompanhando esse movimento, o consumo sustentável, as peças curinga e os tecidos naturais são uma realidade apresentada nas últimas semanas de moda em todo o mundo. 

O pre-fall 2021 - que revela as tendências para este ano - apontou para uma certa atemporalidade e minimalismo. Tanto Versace quanto Givenchy e Alexander McQueen caminham nessa direção estimulando uma atitude mais consciente com a defesa de um armário mais enxuto por meio do uso de peças únicas, tons sóbrios e bom corte respectivamente.

Criações de Eduardo Amarante (esq.) e da Alphorria(foto: Eduardo Amarante - Jacques Dequeker/Divulgação; Alphorria - Márcio Rodrigues/Divulgação)
Criações de Eduardo Amarante (esq.) e da Alphorria (foto: Eduardo Amarante - Jacques Dequeker/Divulgação; Alphorria - Márcio Rodrigues/Divulgação)
O estilista mineiro Eduardo Amarante tem como mote de suas novas coleções a criação de roupas atemporais. "Não faz mais sentido comprar por comprar, pensando em uma moda com mais propósito e durabilidade, os looks são criados para ir além da efemeridade das tendências. O que move minhas criações são os sentimentos, quero levar amor, alegria e leveza para quem veste pensando que com isso também contribuo para uma mudança coletiva".

Clássicos também marcam presença em algumas coleções, como o verão 21 da Alphorria. O estilo básico se une ao utilitário na alfaiataria, abusando de tecidos de bases naturais como o tricoline de algodão lisa e estampada, além das sarjas de algodão, do linho e da clássica seda pura. Os tons remetem aos rios e solos do país como os terrosos e avermelhados além do lavanda, do rosinha, do azul báltico e do verde água.

Para o ano que se inicia ostentação e execessos parecem estar em desuso. Investir em peças que perdurem com tecidos orgânicos e sustentáveis, cortes atemporais e no bom e velho clássico é uma tendência que chegou para ficar. Uma proposta que vai além da estética fazendo bem também para a consciência.

Os comentários não representam a opinião da revista e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade