
O serviço, oferecido pela Prefeitura de Belo Horizonte por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, e atende exclusivamente ocorrências registradas na capital.
De acordo com o balanço inicial, foram realizados 28 socorros, seis resgates, quatro capturas, nove recolhimentos e dois atendimentos simples com liberação no local. Ao todo, 28 gatos e 16 cães foram assistidos. Cerca de 70% das ocorrências envolveram intercorrências clínicas, incluindo cirurgias de maior complexidade.
Entre os casos atendidos, estão situações de politraumatismo após atropelamentos, cujos procedimentos poderiam ultrapassar R$ 15 mil em clínicas particulares.
O atendimento pode ser acionado pelo telefone (31) 2888-0000. Após o primeiro contato, o solicitante deve encaminhar fotos e vídeos da ocorrência via WhatsApp, além de documento de identificação e outras informações solicitadas pela equipe.
As chamadas são recebidas no Centro Integrado de Operações (COP-BH), que registrou 535 ligações no período. Após triagem, as equipes avaliam a veracidade das informações, a localização da ocorrência e os critérios de prioridade antes de se deslocarem até o local.
Mesmo quando não há caracterização de urgência ou emergência, os profissionais orientam os solicitantes por telefone, com encaminhamentos para outros serviços, como o Hospital Público Veterinário.
Um dos casos registrados na primeira semana foi o da cadela Lucy, que fugiu de casa, em Contagem, e foi atropelada em Belo Horizonte. Após o resgate, a equipe identificou que a tutora procurava pelo animal, entrou em contato e promoveu o reencontro. Lucy passou por cirurgia ortopédica no Complexo Público Veterinário e segue em observação.
O SAMUVet atende exclusivamente situações de urgência e emergência, como atropelamentos, fraturas, hemorragias ou animais em risco iminente. Não são contemplados casos de ferimentos leves, animais em situação de rua sem urgência ou denúncias de maus-tratos.
Após avaliação, os animais podem ser atendidos no local, encaminhados ao Complexo Público Veterinário, ao Centro de Controle de Zoonoses ou a outro destino definido pela equipe técnica. Casos não urgentes devem seguir o fluxo regular de atendimento do sistema público veterinário.