BH Shopping impulsiona o desenvolvimento do Belvedere

Aberto em 1979, o centro de compras venceu a desconfiança inicial dos belo-horizontinos

por Marinella Castro 31/07/2017 15:15

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Gláucia Rodrigues/Encontro
Vista aérea do mall: a iluminação das vias e os meios de transporte chegaram ao Belvedere depois do empreendimento (foto: Gláucia Rodrigues/Encontro)
Um lanche ao lado dos pequenos João e Luiza - com direito a gelato de sobremesa -, compras de roupas para toda a família, uma passada no banco, outra no supermercado e, para terminar, um filminho esperto. Moradora do condomínio Vila Castela, em Nova Lima, a dentista Juliana Melgaço diz que consegue resolver todas as suas pendências no BH Shopping. "Além de ficar perto de casa, fácil de vir com as crianças, aqui é seguro e tem estacionamento amplo", diz Juliana. Primeiro shopping center da cidade, o BH foi inaugurado em 1979 e chegou completo, com lojas âncoras, supermercado, entretenimento e ampla área de estacionamento, em um bairro que ainda era considerado muito longe pelos belo-horizontinos, quase uma pequena viagem para alguns, e onde o transporte urbano ainda não chegava com tanta frequência. Vencer a resistência de clientes e lojistas foi o primeiro passo. Não demorou para o centro de compras passar a funcionar como um motor de desenvolvimento para a região.

Por mês, 1,5 milhão de pessoas passa pelo mall. São moradores de vários pontos da cidade e de municípios vizinhos, que consideram o shopping estratégico. A caminho dos 40 anos, o segredo e ao mesmo tempo o desafio do empreendimento é permanecer jovem. "Estamos sempre antecipando as novidades, surpreendendo nossos clientes. Ao mesmo tempo que preservamos, nós nos renovamos", diz o superintendente, Durleno Rezende.

Violeta Andrada/Encontro
O superintendente Durleno Resende: "Estamos sempre antecipando as novidades, surpreendendo nossos clientes. Ao mesmo tempo que preservamos, nós nos renovamos" (foto: Violeta Andrada/Encontro)
Quatro anos mais novo que o BH Shopping, o médico dermatologista Luiz Fernando Diniz frequenta o espaço desde sua infância e acompanhou o crescimento do mall. "Uma atração do shopping que marcou minha infância foi a patinação no gelo, era bem legal, mesmo sem muito habilidade a gente sempre vinha patinar", lembra o médico. A clínica de Luiz Fernando funciona no Belvedere e por isso quase todos os dias ele almoça no shopping. "Gosto da acessibilidade, da localização e variedade de lojas." Como cliente antigo e assíduo, o médico ressalta que gostaria de ver no shopping algumas marcas diferentes. "Como Louis Vuitton", sugere.

O BH Shopping nasceu com 140 lojas e muitas permanecem lá até hoje. Nesses 38 anos, foram cinco expansões. A última, em 2010, consumiu 250 milhões de reais e ampliou o número de lojas para 400. Há  31 anos à frente do centro de compras, Durleno Rezende se lembra bem do início. "No fim da década de 1970, Belo Horizonte terminava na Savassi", recorda-se o superintendente. "Naquela época, os empreendedores (Grupo Multiplan) já acreditavam no potencial  da região do Belvedere, que seria um novo polo de crescimento da cidade, mas o público e muitos lojistas ainda consideravam o bairro distante."

Alexandre Rezende/Encontro
O presidente da joalheria de mesmo nome, Manoel Bernardes, está no shopping desde a inauguração: "É uma loja simbólica para nós. Foi através dela que testamos o novo modelo de atendimento personalizado" (foto: Alexandre Rezende/Encontro)
A joalheria Manoel Bernardes é uma das marcas que está no BH Shopping desde sua inauguração. "Na época foi um grande desafio. A população achava que o atual Belvedere estava fora da cidade e que a distância não compensava. Além disso, o novo formato proposto para o centro de compras desafiava a natural desconfiança dos belo-horizontinos", recorda-se Manoel Bernardes, presidente da joalheria. Mas a coragem de apostar na novidade valeu a pena. "A loja do BH Shopping é simbólica para nós", diz. "Foi através dela que testamos o novo modelo de atendimento personalizado e ao longo dos anos todas as nossas estratégias foram primeiramente testadas lá, onde temos dois pontos de vendas." Ele ressalta que o ponto mais novo, no piso Mariana, é o maior complexo de luxo brasileiro na área de joias e relógios.

A fisioterapeuta Cinara Martins vai ao BH Shopping pelo menos uma vez por semana, quase sempre acompanhada de sua colega de profissão Luciana Vieira. Cinara mora no Sion e considera o centro de compras próximo de sua casa. Ela costuma levar também Pedro, seu filho de 11 anos, que diz gostar do sorvete e dos lançamentos nas salas de cinema. "Hoje, a localização é um ponto a favor. O que era distância no passado passou a ser facilidade", afirma Cinara.

"Antigamente, trabalhar aqui durante a noite era um problema, já que o transporte não chegava. Atualmente é possível vir ao shopping de ônibus, de carro ou a pé", lembra Durleno. Voltado para as classes A e B, o BH Shopping atende a todas as faixas etárias. Há quem venha de longe. Moradora do bairro Floresta, na região Leste de BH, a psicóloga aposentada na aeronáutica Martha Saraiva conheceu o shopping quando se mudou de Brasília para Belo Horizonte, há dez anos. Ela gosta de almoçar e fazer compras no Belvedere e aproveita para ir ao banco por ali. "Venho também em busca de lojas específicas, que só encontro aqui."


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