Conheça algumas curiosidades sobre o Mercado Central de BH

por Rafael Campos 20/11/2017 16:50

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Violeta Andrada/Encontro
O superintendente Luiz Carlos Braga (à esq.) e o presidente do mercado, Geraldo Henrique Campos, seguram um pedaço de queijo: "Somos ainda um ponto democrático. Por aqui circulam pessoas das mais diferentes classes sociais", diz Luiz (foto: Violeta Andrada/Encontro)
O compositor e jornalista Fernando Brant escreveu certa vez: "O Mercado Central é festa para todos os sentidos". Seus corredores repletos de pessoas, cores e aromas completaram 88 anos em setembro e, agora, se prepara para a época em que recebe mais visitantes. Em dezembro, o público aumenta em até 60%, segundo a diretoria. São pessoas em busca de frutas, castanhas, temperos e carnes para as festas de fim de ano. Sem deixar de lado a velha cerveja gelada, combinada com a dupla fígado e jiló. No entanto, sua maior estrela é o queijo. São 300 toneladas vendidas por mês. Aliás, em se tratando de Mercado Central, os números são gigantes. Mais de 1,3 milhão de pessoas circulam por lá todos os meses e a portaria mais movimentada é a da avenida Amazonas, por onde passam aproximadamente 300 mil pessoas a cada 30 dias (confira mais números no quadro).

O superintendente do mercado, Luiz Carlos Braga, diz que o espaço teve de se reinventar ao longo dos anos. "Mas não perdemos a nossa essência. Somos ainda um ponto democrático. Por aqui circulam pessoas das mais diferentes classes sociais", afirma. Cerca de 400 lojas queijos, frutas, verduras e artesanato. Há alguns produtos inusitados como vela em pó e calçador de botas. Produtos raros e caros também são encontrados por lá. É o caso da banca Santo Antônio, especializada em temperos. De lá sai o açafrão, importado da Espanha. Um montinho com 333 miligramas é vendido a 37 reais. Na mesma loja, um tubinho com duas favas de baunilha pode ser adquirido a 50 reais.

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Loja da Du Pain, especializada em pães especiais: depois de um ano e meio no mercado, banca passou por expansão (foto: Violeta Andrada/Encontro)
Por lá, não há apenas o tradicional café moído na hora, mas inúmeras variações do produto. É o caso da loja Café Gourmet, que vende a marca Jacu Bird, feita a partir das fezes da ave. O amante da bebida pode levar para casa 250 g, desembolsando 190 reais. "As pessoas têm buscado experiências diferentes envolvendo o café", afirma Bruno Gomes, proprietário da loja, em expansão. Em breve, o público poderá conhecer os variados processos de torra e de extração do grão mais famoso do estado.

Há um ano e meio no Mercado Central, a padaria Du Pain, especializada em pães artesanais, também acabou de passar por melhorias. "Adquirimos um forno de última geração. Ganhamos em agilidade, qualidade e melhoria das condições de trabalho", afirma Ronaldo Souza, que, ao lado da mulher, Raquel Brandão, comanda a panificadora. De acordo com ele, a presença da Du Pain no cartão-postal de BH possibilitou que mais pessoas conhecessem a cultura dos pães de fermentação natural. Ronaldo revela ainda que até o fim do ano a loja vai começar a vender farinhas especiais, fôrmas e panelas para que os clientes possam fabricar os pães em casa.

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Proprietário da loja Café Gourmet, Bruno Gomes: "As pessoas têm buscado experiências diferentes envolvendo o café" (foto: Violeta Andrada/Encontro)
No forno também está o plano de expansão do Mercado Central. A ideia é construir o quarto andar, onde será implantada uma praça gastronômica. No entanto, o projeto continua na prefeitura à espera do envio à Câmara Municipal. "Enquadrar uma construção antiga numa lei atual é algo complexo", admite o presidente, Geraldo Henrique Figueiredo Campos, que ainda não desistiu do projeto. Enquanto a expansão não vem, o que não vai faltar, tradicionalmente, são pessoas em busca de cheiros, sabores e do colorido do lugar. Como disse o poeta, são atrativos para todos os sentidos.

Linha do Tempo


Acervo Mercado Central
(foto: Acervo Mercado Central)
1900 - Inauguração do primeiro centro de abastecimento da cidade no terreno onde hoje está o Terminal Rodoviário, no início da avenida Afonso Pena

1929 - Dia 7 de setembro, o então Mercado Municipal é transferido para o quarteirão de 14 mil m2 entre as ruas Santa Catarina, Curitiba, Goitacazes e a avenida Augusto de Lima. Nessa época, o espaço não era coberto e não tinha paredes

1964 - O então prefeito Jorge Carone, impossibilitado de administrar o espaço, decidiu vender o terreno. Os comerciantes se reuniram para comprá-lo. Pelo menos 12 notas promissórias foram assinadas. A venda foi concretizada, mas com uma ressalva: o espaço deveria ser coberto dentro de cinco anos. Do contrário, ele seria devolvido à administração municipal

1970 - O espaço, agora, é dos comerciantes e passa a se chamar Mercado Central de BH. Ganha paredes
e cobertura

10 curiosidades sobre o Mercado Central

1,3 milhão de pessoas o visitam todos os meses
4,6 mil quilos de lixo são gerados por dia
226 câmeras monitoram os corredores e o estacionamento, por onde passam 63 mil carros por mês
46 mil litros é a capacidade do reservatório subterrâneo que capta água da chuva, usada na limpeza
300 toneladas de queijo são vendidas todos os meses
300 mil pessoas por mês acessam a portaria da avenida Amazonas, a mais movimentada
400 lojas operam atualmente
190 pessoas trabalham na administração
12 milhões de reais é o faturamento mensal estimado das lojas
3.250 caixas de cerveja são vendidas por mês

Fontes: Administração do Mercado Central e Ambev

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