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Estado de Minas DéCOR LUXO | INVERNO

Conheça os tipos de lareiras disponíveis no mercado

Elas esquentam e dão toque especial aos ambientes. Com acendimento automático ou tradicionais, como as de lenha, as lareiras ajudam a espantar o frio e servem como chamariz para unir família e amigos


postado em 24/04/2018 14:47

A arquiteta Izabela Dinelli (à esq.) estruturou a lareira de lenha exótica da casa de Dayse Silveira: é decorativa e os filhos da corretora de moda gostam de brincar ao redor(foto: Alexandre Rezende/Encontro)
A arquiteta Izabela Dinelli (à esq.) estruturou a lareira de lenha exótica da casa de Dayse Silveira: é decorativa e os filhos da corretora de moda gostam de brincar ao redor (foto: Alexandre Rezende/Encontro)
É hora de começar a preparar a casa para o inverno. Apesar de o Brasil ser um país tropical, sem muitas oscilações de temperatura, nunca faltam aqueles dias em que o frio dá as caras. A lareira tem sido opção de muitos arquitetos na hora de decorar e aquecer um pedacinho do lar onde a família se reúne e recebe amigos. E enganam-se aqueles que acham que as lareiras são antiquadas e só combinam com uma décor tradicional. O fogo, além de sedutor, é decorativo e fornece sensação de bem-estar.

O mercado oferece hoje modelos diversos de lareiras, que vão desde as tradicionais, a lenha, às elétricas, a gás ou as chamadas ecológicas (veja quadro). O revestimento pode ser de granito, pedra, mármore, inox ou até madeira, desde que ela não fique próxima do fogo, claro. "A lareira é um elemento decorativo e compõe o ambiente mesmo quando não está acessa", afirma a arquiteta Lígia Jardim, sócia do escritório Jardim & Sperb Arquitetura, junto com Fernanda Sperb.

A arquiteta Ana Carolina Matos (à dir.) projetou a lareira elétrica do apartamento da mãe, a escritora Magna Diniz Matos:
A arquiteta Ana Carolina Matos (à dir.) projetou a lareira elétrica do apartamento da mãe, a escritora Magna Diniz Matos: "É bem mais prática, basta um clique", diz ela (foto: Ronaldo Dolabella/Encontro)
As arquitetas foram responsáveis pelo projeto da lareira a gás do apartamento da advogada Patrícia Campos de Castro Véras, no Belvedere. A estrutura é revestida de mármore italiano travertino e foi colocada abaixo da televisão. "Aquece bem a sala e fica aconchegante. No frio, nós nos embolamos todos ali perto", afirma Patrícia. O modelo a gás, segundo Patrícia, é mais seguro, já que é preciso apertar dois botões ao mesmo tempo para acendê-lo. "Essa é um preocupação importante para quem tem duas crianças em casa."

O calor da lareira leva as pessoas a se aproximarem dela. "E hoje temos muita liberdade para projetá-las e de forma prática", afirma a arquiteta Ana Carolina Matos. Ela já fez alguns projetos em casas e apartamentos, inclusive para a sua mãe, a escritora Magna Diniz Matos. Magna mora no Belvedere e tem uma lareira elétrica na sala do apartamento, que fica no 12º andar. Ela já teve um modelo a lenha quando morava no Sion, mas não aprovou. "Era difícil para acender e dava muita fumaça, não era prática", diz. Como a temperatura no Belvedere costuma ser de dois a três graus mais baixa que no resto da cidade, em abril a escritora já começa a acender a lareira. "É bem prática, basta um clique", diz.

 A arquiteta Lígia Jardim fez o projeto da lareira a gás no apartamento da advogada Patrícia de Castro Véras:
A arquiteta Lígia Jardim fez o projeto da lareira a gás no apartamento da advogada Patrícia de Castro Véras: "No frio embolamos todos ali perto", diz Patrícia (foto: Violeta Andrada/Encontro)
Há quem aposte em modelos mais diferentões. A casa da corretora de moda Dayse Silveira, no condomínio Vale dos Cristais, em Nova Lima, tem uma lareira a lenha que fica suspensa no meio da sala, com um vidro ao fundo. A peça une design, eficiência e personalidade. Dayse discorda do estigma de sujeira causado pela lareira a lenha. "Eu não tenho problemas com isso", diz. A lenha fica guardada em um porão na parte debaixo da casa. No inverno, a estrutura é usada para reunir amigos e família. "Eu e meu marido amamos tomar vinho ao redor da lareira", afirma. Os filhos de Dayse, Tiago, de 8 anos, e Isadora, de 11, adoram quando é acesa e brincam ao redor.

"A opção por esse modelo foi para trazer o aconchego de cores e aromas da madeira", afirma Izabela Dinelli, arquiteta de Dayse. A estrutura foi feita em chapa de aço carbono e pintura resistente ao calor. Izabela afirma que a demanda por projetos de lareiras começou a crescer há cerca de quatro anos. "As pessoas estão querendo ficar mais em casa, reunidas com amigos", diz. "A lareira combina com esse ambiente e proporciona aconchego." Os projetos de decoração têm usado muitos materiais frios no piso, como mármores e porcelanato. A lareira ajuda a equilibrar a temperatura e agregar as pessoas. "O fogo é sedutor e decorativo. Quando ligamos a lareira, não tem quem não olhe", afirma a arquiteta Graziella Nicolai. A relação do ser humano com o fogo é antiga. No passado, era preciso juntar um montinho de mato seco e friccionar dois pedaços de madeira para conseguir a chama. Nas casas e apartamentos de hoje, o fascínio continua, mas o fogo é despertado de maneira bem mais fácil. Basta um clique no controle de automação.

Tipos de lareiras

Elétrica

É prática e de fácil instalação, pois não precisa de tubulação de gás nem exaustão. Pode ser embutida em móveis. Quando ligada, dá uma cor de brasa e aquece bem, mas não tem fogo e a chama é virtual. Demanda apenas um ponto elétrico.

Gás

Para ser usada em edifícios, precisa de ponto de gás tubulado e algum tipo de ventilação. Não necessita
de exaustão, o que a faz ser mais prática do que os modelos a lenha. É aconselhado que seja usada em ambiente arejado, pois o acúmulo de gás pode tornar-se perigoso. A chama é real.

Lenha

É charmosa e decorativa, com chama mais alta. A limpeza, no entanto, muitas vezes é mais difícil. É preciso estar sempre atento à manutenção da chaminé, pois, se a saída entupir, a fumaça pode voltar. Nos apartamentos (com exceção das coberturas ou unidades com área privativa), é preciso que tenha previsão de chaminés nos edifícios, através de duto de ventilação comum.

Ecológica

É usado um líquido de biodiesel para fazer o fogo, o que diminui a emissão de gás carbônico. Oferece a possibilidade de controlar a chama e pode ser colocada em diversos ambientes da casa, inclusive em área externa. Não exige mudanças na estrutura da casa, como ponto de tomada ou de gás.

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