Barragem Santa Lúcia é uma ótima opção de lazer em BH

Esporte, confraternização e até trocas de figurinhas. Lá, o que não se pode é ficar parado

por Daniela Costa 23/05/2017 14:38

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A professora Marcela França (à esq.) e a dona de casa Maria Celina Campos: elas aproveitam o espaço para passear com os filhos João Martim e João Guilherme (foto: Paulo Márcio/Encontro)
Há 21 anos, o projeto de urbanização do Parque Jornalista Eduardo Couri, mais conhecido como barragem Santa Lúcia, criou um novo espaço de lazer e convivência para os moradores da região. Em uma área aproximada de 86 mil metros quadrados, a construção da bacia de contenção para impedir inundações na avenida Prudente de Morais, provenientes do córrego Leitão, que atualmente está abaixo da avenida, fez nascer um extenso lago no local. A ideia inicial era transformar um lugar degradado em referência para os aproximados 60 mil habitantes dos bairros São Bento, Santa Lúcia, Vila Paris, Luxemburgo, Santo Antônio e Cidade Jardim, além do próprio aglomerado Santa Lúcia.

Ao longo do tempo, a barragem Santa Lúcia se transformou em um bom lugar para a prática de esportes e o contato com a natureza. A pista de cooper atrai gente de todas as idades, especialmente nos fins de semana, quando grupos de amigos e famílias inteiras decidem caminhar, correr ou pedalar na orla. O lugar também é ideal para quem tem animal de estimação em casa e precisa exercitá-lo. O engenheiro Tiago Cardoso, de 33 anos, conta que Sansa, cadela da raça fox americano, é quem o fez sair do sedentarismo. "Moramos em um apartamento aqui no Santa Lúcia e comecei a caminhar por causa dela. Hoje é um modo de nós dois desestressarmos", diz.

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O engenheiro Tiago Cardoso e sua cadela Sansa, da raça fox americano. "Moramos em um apartamento aqui no Santa Lúcia e comecei a caminhar por causa dela. Hoje é um modo de nós dois desestressarmos" (foto: Paulo Márcio/Encontro)
Por lá também é comum ver grupos de capoeira, peladas de futebol e tem até aqueles que aproveitam o espaço para praticar artes marciais. A turismóloga Fernanda Duarte, de 32 anos, mora no Luxemburgo, mas é na barragem que pratica uma mistura de muay thai e boxe. Para isso, conta com uma forcinha extra do personal trainer Everaldo Marques. "Acho muito melhor aqui do que em uma academia, além de não ter mensalidade", diz. "Para mim as aulas são bem mais produtivas." Já os amigos Ana Paula Ferreira, biomédica de 22 anos, e Jeferson Paulo de Araújo, office boy de 29, moram no bairro São Pedro e aproveitam as horas vagas para se exercitarem na academia ao ar livre. "Estamos tentando criar uma rotina de exercícios. E aqui é o local ideal", diz ela.

Alguns frequentadores, no entanto, queixam-se de problemas da área. Acúmulo de lixo, lançamento de dejetos na lagoa, vegetação alta, pouca iluminação e falta de segurança estão entre as reclamações. "É um espaço público que poderia ter muito mais utilidade para a comunidade se tivesse a manutenção necessária. Precisamos de uma revitalização urgente", diz a dona de casa Maria Celina Campos, de 35 anos, moradora da Vila Paris. Um dos seus programas preferidos é levar o filho João Guilherme, de 2 anos e meio, para brincar no parquinho. Pais e mães, aliás, são comuns. A professora de inglês Marcela de Menezes França, de 33 anos, também leva o filho João Martim, de 2 anos e 3 meses, para brincar ao ar livre. "Aqui é, sem dúvida, um espaço importante de socialização para as crianças."

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A turismóloga Fernanda Duarte mora no Luxemburgo, mas é na barragem que pratica muay thai com boxe, com o personal trainer Everaldo Marques: "As aulas são bem mais produtivas" (foto: Paulo Márcio/Encontro)
Mas uma das grandes sensações do lugar fica bem ali ao lado, na praça República do Líbano, que também integra o parque. É lá que fica a banca de revistas onde foi criado o Clubinho da Troca. Quem coordena o movimento é a empresária Jacqueline Alves, de 34 anos, que herdou a missão do pai, João Batista Pereira, em 2008. É só começar o Campeonato Brasileiro que colecionadores de álbuns de todas as idades e de várias regiões da cidade se reúnem no local para trocar figurinhas. "Meu pai sempre foi um apaixonado por figurinhas e foi assim que tudo começou", lembra. "Depois, virou um negócio interessante." O resultado é praça cheia e muita diversão.

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