Publicidade

Estado de Minas SAúDE

Será que é possível causar uma lesão proposital no tendão do polegar?

Segundo relatos na web, que são acompanhados de uma imagem com um 'tutorial', seria possível romper o tendão do dedo polegar e conseguir uma 'licença' médica, de forma fácil. Especialista explica essa polêmica


postado em 18/09/2015 18:08 / atualizado em 15/10/2015 18:38

A capacidade da internet de causar polêmica parece ser realmente ilimitada. Desta vez, uma imagem que está circulando por vários grupos do Facebook é motivo de discussão. Segundo os próprios internautas, a figura – que descreve um movimento feito com a mão – é uma espécie de "tutorial" para quem quer causar uma lesão grave no tendão que passa pelo punho.

O movimento descrito na imagem divulgada na rede social consiste em fechar a mão, com o polegar voltado para dentro, e, em seguida, flexionar o punho para cima e para baixo. Nos comentários dos posts que contêm a "dica", alguns usuários relataram ter sentido uma dor forte no punho após realizarem esse movimento.

Segundo o ortopedista Philipe Maia, cirurgião de mão do hospital Mater Dei, de Belo Horizonte, a imagem, apesar de polêmica, é, na verdade, a descrição de um teste clínico, muito utilizado por ortopedistas para detectar uma anomalia nos tendões. "Quando o paciente se queixa de dores na região do punho, pedimos que ele realize o movimento que essa imagem descreve, para que possamos detectar uma inflamação nos tendões do polegar", diz o especialista.

A doença, segundo o médico, é chamada de Tenossinovite de Quervain. Trata-se de uma inflamação nos tendões do abdutor longo e do extensor curto, que são ligados ao polegar. Essas estruturas são fundamentais para a movimentação dos dedos. Ainda de acordo com Philipe Maia, a doença é bastante comum em gestantes (por causa de alterações hormonais) e em pessoas que realizam esforços repetitivos com as mãos.

O ortopedista explica que o tratamento da Tenossinovite de Quervain é realizado por meio de medicamentos anti-inflamatórios e compressa fria. Em casos mais graves, o paciente pode ter de utilizar luvas ortopédicas, temporariamente ou, até mesmo, passar por uma cirurgia.

Os comentários não representam a opinião da revista e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade