Origem da produção de cana-de-açúcar no Brasil não é o nordeste

Erguido em 1534, um engenho em Santos, São Paulo, é a mais antiga construção da época da colonização portuguesa no Brasil

27/07/2016 15:42

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Marcos Santos/USP Imagens/Reprodução
O engenho localizado em Santos, litoral de São Paulo, chamado de São Jorge dos Erasmos, foi construído em 1534, a pedido de Martim Afonso de Souza (foto: Marcos Santos/USP Imagens/Reprodução)
O Monumento Nacional Ruínas Engenho São Jorge dos Erasmos, localizado em Santos, no litoral de São Paulo, é a mais antiga evidência física da colonização portuguesa no Brasil. Erguido em 1534 a mando do navegador português Martim Afonso de Souza, ele representa um testemunho da primeira época de produção de cana-de-açúcar no país, visando à produção de açúcar, um dos artigos mais valorizados mundialmente na época.

Doado à USP em 1958, hoje o lugar é palco de pesquisas arqueológicas. "O açúcar traz a civilização europeia para a América", afirma a professora Vera Lucia Amaral Ferlini, diretora do Monumento Nacional Ruínas São Jorge dos Erasmos. Docente do departamento de História da USP, Vera Lucia – uma das maiores especialistas brasileiras em história do açúcar – lembra que a coroa portuguesa utilizou a produção açucareira como forma de fixação na colônia e como respaldo econômico para essa ocupação. A importância do produto era tanta que, na época, era comum dizer que "povoava-se com o açúcar", cita a professora.

A especialista destaca ainda a função do Engenho dos Erasmos na defesa do território. Construído em pedra, está voltado para a Serra do Mar, com o objetivo de proteger o local de invasores vindos do planalto. "Ele é mais do que um engenho. É uma fortaleza que possuía um engenho", explica a professora.

Por volta de 1540, o engenho foi vendido para o negociante espanhol Erasmo Schetz e seus filhos – daí o nome com que se popularizou – e ficou em atividade até cerca de 1620, quando um incêndio provocado por piratas destruiu o local.

Abandonada, a construção se deteriorou cada vez mais. Somente no século XX, com a doação do engenho para a USP, ele se tornou objeto de atenção dos pesquisadores. "Foi quando começaram as pesquisas arqueológicas para conhecer melhor a história do engenho", informa o professor André Müller de Mello, educador do Engenho dos Erasmos. "A gente tem este lugar como um patrimônio singular e muito importante para Santos, para São Paulo e para o país", completa o professor.

Veja, abaixo, outras imagens do patrimônio colonial brasileiro:
Marcos Santos/USP Imagens/Reprodução
(foto: Marcos Santos/USP Imagens/Reprodução)

Marcos Santos/USP Imagens/Reprodução
(foto: Marcos Santos/USP Imagens/Reprodução)

Marcos Santos/USP Imagens/Reprodução
(foto: Marcos Santos/USP Imagens/Reprodução)

Marcos Santos/USP Imagens/Reprodução
(foto: Marcos Santos/USP Imagens/Reprodução)

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