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Estado de Minas SAúDE

Já ouviu falar em diastema?

Pois é, esse nome estranho diz respeito ao espaço maior que existe entre os dentes


postado em 11/10/2016 09:23 / atualizado em 11/10/2016 10:00

Você já ouviu falar em diastema? Apesar de ser uma palavra complicada, ela está ligada a algo bem simples de entender. Trata-se do espaçamento acima do normal entre dois ou mais dentes. Normalmente, o problema é visto entre os dois incisivos centrais superiores. Comum nas crianças, o diastema, teoricamente, deveria fechar-se sozinho assim que nascem os dentes permanentes. Entretanto, em alguns casos, isso não acontece.

Diversos fatores podem influenciar na permanência desse espaçamento como o tamanho dos dentes, a falta deles, o alinhamento bucal e até o distanciamento entre o próprio osso. Todavia, na maioria dos casos, ele é causado por uma anomalia no tamanho do freio labial – tecido que liga o lábio à gengiva.

A questão que, na maioria das vezes é mais estética que saúde, pode ser tratada, ou não, dependendo de cada caso. "A maioria das pessoas que têm diastema prefere tratar, pois a estética incomoda. No entanto, não é somente a aparência que deve preocupar os pacientes. O diastema facilita a retenção de alimentos e resíduos, podendo desencadear outros problemas, como inflamação na gengiva, cáries ou mau hálito", conta Paulo Coelho Andrade, especialista em implantodontia e odontologia estética.

O dentista revela ainda que, em casos mais graves, o problema é capaz de gerar grande perda gengival e óssea, podendo levar a problemas mais sérios como doença periodontal, perda de dentes e até complicações sistêmicas. O diastema ainda pode causar problemas na fala ou até uma DTM – disfunção temporomandibular. "Se o espaçamento está entre os dentes molares [do fundo da boca], a mastigação pode ser comprometida através de uma sobrecarga nos dentes que ficam do outro lado da cavidade bucal. Isso pode causar dores na cabeça, pescoço, mandíbula, entre outros", explica Paulo Andrade.

Os dentistas costumam recorrer a diversos tratamentos para correção do problema, dependendo do diagnóstico e da preferência do paciente. Em crianças, o corte da anomalia no freio labial corrige o problema. Já em adolescentes e adultos, o ideal é a utilização de aparelhos ortodônticos, uso de próteses de porcelana (facetas) ou a substituição dos dentes por implantes (somente em adultos).

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