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Estado de Minas BEM-ESTAR

Afinal, usar o fidget spinner ajuda contra estresse e déficit de atenção?

Esse objeto que gira entre os dedos virou moda. Mas, será que funciona?


postado em 12/05/2017 14:32

Em meio à infinidade de aparelhos eletrônicos disponíveis atualmente, como smartphones, tablets, e-readers (leitor de livros digitais) e notebooks, um item que não possui qualquer aspecto tecnológico está se tornando uma verdadeira febre. Trata-se do fidget spinner, uma espécie de "estreja ninja", com um rolamento no centro e que serve para ser girado entre os dedos, causando uma experiência sensorial bastante agradável.

O novo brinquedo possui diversos formatos – o mais conhecido é o de três pontas. Facilmente encontrado em sites de produtos importados, como o brasileiro Mercado Livre e os americanos eBay e Amazon, o fidget spinner vem ganhando popularidade nos últimos meses porque, de acordo com os vendedores, ele seria capaz de aliviar sintomas do estresse e, até mesmo, de transtornos mais graves como o autismo e o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).

No entanto, as informações dadas por quem vende o produto nem sempre condizem com a realidade. O portal de notícias científicas LiveScience decidiu analisar o tema, e encontrou opiniões divergentes sobre a eficiência dos fidgets spinners. "É mais provável que esses objetos sirvam como uma distração, mas, não proporcionam nenhum benefício para quem possui TDAH", diz o psicólogo Mark Rapport, da Universidade da Flórida Central, em entrevista ao LiveScience.

Por outro lado, a terapeuta ocupacional pediátrica Claire Hefron defende a utilização do objeto. "Os fidget spinners não devem ser considerados como brinquedos, mas sim, como ferramentas importantes para melhorar a hiperatividade", comenta a especialista ao jornal americano The Washington Post.

Problema nas escolas

A polêmica entorno da eficiência do produto foi parar nas salas de aula dos Estados Unidos. De acordo com o LiveScience, várias instituições americanas de ensino  estão proibindo a utilização do objeto dentro de suas dependências, por causar distração nos alunos e atrapalhar o desempenho escolar.

Já os pais de alunos com autismo e TDAH, que estudam nessas escolas, alegam que seus filhos melhoraram o comportamento após começarem a utilizar os fidget spinners. Na reportagem, o portal científico reproduziu, ainda, o depoimento de Miriam Gwynne, mãe de uma criança autista de 8 anos. "Quando as escolas decidem banir brinquedos sensoriais, como esses, eles correm o risco de isolar as próprias crianças que passaram anos tentando serem incluídas", argumenta a americana ao site Autism Awareness.

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