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Estado de Minas BEM-ESTAR

Teste do pezinho deve ser feito até o 5º dia de vida

Exame pode ser feito de graça no SUS e detecta seis doenças no recém-nascido


postado em 06/06/2017 09:42

Em 2016, mais de 2,3 milhões de recém-nascidos fizeram o teste do pezinho em todo o Brasil. O exame é capaz de indicar a existência de doenças genéticas, endocrinológicas e metabólicas que não apresentam evidências clínicas no nascimento. Nesta terça, dia 6 de junho, é celebrado o Dia Nacional do Teste do Pezinho. O Ministério da Saúde recomenda que o sangue do recém-nascido seja coletado preferencialmente entre o 3º e o 5º dia de vida.

"Essa triagem serve para fazer a detecção precoce de doenças. O ideal é diagnosticá-las na fase pré-sintomática para que se possa fazer o tratamento e minimizar os danos à criança", diz a pediatra e neonatologista Silvana Salgado Nader, do departamento científico de Neonatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria.

A especialista explica que a rede pública de saúde de cada estado disponibiliza os testes conforme sua prevalência de doença. "É importante que ele seja realmente feito, que as pessoas tenham consciência do exame, assim devem valorizar o serviço, buscar o resultado e apresentar ao médico", comenta a pediatra.

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece o teste do pezinho para seis doenças: fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, doença falciforme, fibrose cística, deficiência de biotinidase e hiperplasia adrenal congênita. Os exames feitos pelo SUS cobrem 76,91% dos nascidos vivos no Brasil. Em 2016, foram realizados 8.794.291 testes para identificar as doenças, a um custo de R$ 94,2 milhões.

O Ministério da Saúde ressalta que o SUS também garante atendimento com médicos especializados nas seis doenças, além de tratamento adequado e o acompanhamento vitalício da criança que for diagnosticada com alguma das doenças. Elas são atendidas nos serviços de referência em triagem neonatal existentes em todos os estados.

Desde 1992, o teste do pezinho se tornou obrigatório em todo o território nacional e, hoje, está previsto no Programa Nacional de Triagem Neonatal, adotado pelo Ministério da Saúde desde 2011.

(com Agência Brasil)

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