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Estado de Minas PATRIMôNIO

Estátua de Iemanjá, na Pampulha, será restaurada

A escultura em homenagem à orixá, deusa das águas, foi criada em 1982


postado em 05/09/2017 08:53

A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), por meio da Fundação Municipal de Cultura (FMC), vai iniciar a obra de recuperação do monumento dedicado a Iemanjá, que está instalado na Lagoa da Pampulha, região norte da capital. Segundo a PBH, os serviços incluem a restauração do monumento e a correção do pedestal, que sofreu uma inclinação. Além da restauração, será instalada uma iluminação monumental. A previsão da prefeitura é de que a obra tenha duração de três meses.

A escultura de iemanjá é obra do artista José Synfronini de Freitas Castro. Ela foi inaugurada em 24 de abril de 1982. Inicialmente, a estátua foi produzida em mármore sintético branco e ficava localizada na beira da Lagoa da Pampulha, em uma espécie de deck, que a circundava. Devido às depredações, a obra passou por modificações ao longo dos anos. Em 13 de agosto de 1988, a escultura foi substituída por uma feita em bronze, material mais resistente. Já em 2003, optou-se pela fixação da escultura no espelho d’água, distante cerca de 10 m da beira da lagoa. Em 18 de agosto de 2007, foi inaugurado o Portal da Memória, monumento feito em homenagem às matrizes culturais africanas. O monumento foi criado pelo artista Jorge dos Anjos e foi projetado em aço. Com isso, o local passou a ter a configuração atual, com a Praça de Iemanjá, importante ponto turístico e de celebração, e que é Patrimônio Cultural de Belo Horizonte.

O monumento a Iemanjá se constitui em elemento simbólico para os grupos sociais devotos das práticas religiosas de matriz africana. As imediações do monumento costumam ser palco de diversas celebrações e manifestações que representam os conteúdos socioculturais próprios de suas práticas. As homenagens à deusa das águas ocorrem no Brasil há muito tempo. Em Belo Horizonte, todos os anos é celebrada a Festa de Iemanjá, sempre no mês de agosto. A festividade ocorre regularmente desde 1957 e nos primeiros anos se iniciava na Praça da Estação, de onde saia uma extensa comitiva de carros em direção à Lagoa da Pampulha, local de confluência de águas e espaço privilegiado para essa celebração.

(com assessoria de imprensa da FMC/PBH)

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